Politécnico de Setúbal vai formar para Start Campus em Sines
Start Campus e Politécnico de Setúbal (IPS) assinaram esta terça-feira, 21, em Sines, um protocolo de colaboração visando reforçar a qualificação de profissionais para a área tecnológica e responder às necessidades de um dos maiores investimentos digitais em curso na Europa.
A parceria enquadra-se na recém-criada Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais (ESSITD/IPS), nova unidade orgânica do Politécnico em Sines.
O IPS assume-se como parceiro estratégico do projeto de centro de dados desenvolvido pela Start Campus em Sines, considerado “um dos maiores e mais sustentáveis da Europa”, de acordo com nota da instituição enviada à nossa redação.
Na cerimóniade assinatura, Ângela Lemos, presidente do IPS, apontou o Alentejo Litoral como “território estratégico para o país, dos pontos de vista industrial, energético, portuário e logístico”, lembrando que, apesar disso, tem permanecido há décadas “sem uma presença estruturada de Ensino Superior público”.
“A criação desta escola vem responder a essa lacuna, mas de forma diferenciadora e este protocolo é disso exemplo. Queremos uma escola politécnica próxima, orientada para a resolução de problemas concretos, construída em articulação com os parceiros e comprometida com o desenvolvimento económico, social e ambiental da região”, acrescentou a responsável.
Lembrando a missão da ESSITD/IPS, assente na “ligação à região e na promoção de inovação, conhecimento científico, técnico e profissional”, João Pires, presidente da Comissão Instaladora da escola, considerou que a cooperação com o tecido económico de Sines é “essencial para perspetivarmos o futuro, formarmos o talento local e abrirmos as portas à internacionalização”.
Da parte da Start Campus, Luís Rodrigues, diretor de Operações, destacou o contributo do IPS para este projeto com o que a empresa mais valoriza do ponto de vista operacional: “pessoas que aprendem fazendo”. “Não se constrói um dos maiores centros de dados da Europa sem, ao mesmo tempo, desenvolver a capacidade técnica necessária para o sustentar nos próximos 20 ou 30 anos”, disse.
Sobre esta parceria, Carla Calisto, responsável pela área de Recursos Humanos, disse tratar-se de algo “inevitável” face à escassez de profissionais qualificados. “As empresas têm também de fazer parte da solução. Se queremos mais talento local, temos de investir localmente. E isso começa muito antes do processo de recrutamento”, considerou.
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