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Trump diz que eleições intercalares não influenciam decisões sobre conflito com Irão

Trump diz que eleições intercalares não influenciam decisões sobre conflito com Irão

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu hoje que as eleições intercalares de novembro não condicionam as decisões da administração norte-americana sobre o conflito com o Irão, nem sobre a crise em torno do estreito de Ormuz.
“(As ações do Irão em torno do estreito) provavelmente não terão qualquer impacto sobre mim. Vou apenas fazer a coisa certa”, afirmou Trump durante um encontro na Casa Branca com o Presidente libanês, Joseph Aoun.
Questionado sobre a possibilidade de Teerão estar a tentar influenciar as eleições através das ameaças à navegação na estratégica via marítima, o chefe de Estado norte-americano afirmou não a encarar a situação dessa forma.
Trump rejeitou igualmente que a proximidade das eleições intercalares de 03 de novembro, também conhecidas como ‘midterms’, nas quais os republicanos de Donald Trump procuram manter a maioria no Congresso, esteja a influenciar a estratégia da Casa Branca face ao Irão.
“Todos dizem: ‘Vocês estão a fazer isso antes das eleições’”, afirmou Trump, desvalorizando essa interpretação.
A administração norte-americana enfrenta, contudo, a crise com o Irão num contexto de pressão política interna, marcado pelo impacto económico do conflito e pela subida dos preços da energia.
Segundo uma sondagem do Pew Research Center realizada no final de abril, 34% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Trump na presidência, o valor mais baixo do seu segundo mandato.
Um estudo da Universidade Brown estima, por seu lado, que o aumento dos preços da gasolina e do gasóleo desde o início da guerra com o Irão, em fevereiro passado, representou um custo adicional de cerca de 71 mil milhões de dólares (cerca de 60 mil milhões de euros) para os consumidores norte-americanos.
Trump diz que Irão “está desesperado” para negociar
O Presidente norte-americano afirmou ainda que o Irão “está desesperado” para negociar com os Estados Unidos, mas avisou que Washington intensificará a ofensiva militar caso Teerão continue a atacar navios no estreito de Ormuz.
Donald Trump voltou também a ameaçar com retaliações se Teerão insistir em tentar reconstruir as instalações nucleares, ameaçando igualmente responder a qualquer tentativa dos rebeldes huthis de bloquear a navegação no mar Vermelho.
Antes de se reunir com o presidente libanês, Josef Aoun, Trump afirmou que as autoridades iranianas “querem encontrar-se a todo o custo”, mas garantiu que os Estados Unidos não têm interesse em retomar contactos enquanto Teerão não demonstrar uma vontade séria de negociar. “E até que estejam prontos para se encontrarem de forma significativa, não temos o mínimo interesse”, declarou.
O chefe de Estado norte-americano avisou também que qualquer tentativa de reconstrução de instalações nucleares iranianas será alvo de novos bombardeamentos. “Estão nisto por causa das armas nucleares e estão a tentar, possivelmente, reconstruir uma instalação. Vamos atacar essa instalação”, afirmou.
Trump defendeu que a campanha militar norte-americana infligiu danos significativos ao Irão, sustentando que este país levará “entre 20 e 25 anos” a recuperar, e afirmou que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no estreito de Ormuz “está em vigor”. “É total, o que significa que ninguém pode passar. Ninguém pode romper o bloqueio. É como uma muralha de aço”, garantiu Trump.
Por seu lado, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que o Irão continua a ter “todas as oportunidades para negociar” e avisou que Washington vai responder com maior intensidade caso prossigam os ataques contra embarcações comerciais. “Se forem disparar sobre um navio mercante, então atacá-los-emos, como disse o presidente, 10 vezes mais forte, e a cada noite enfraquecemo-los cada vez mais”, afirmou o chefe do Pentágono.
Trump deixou ainda um aviso aos rebeldes huthis do Iémen, aliados do Irão, garantindo que os Estados Unidos responderão caso o grupo tente bloquear o tráfego marítimo no mar Vermelho. “Até agora, isso não aconteceu. Pode acontecer, mas vamos lidar com a situação. Se algo assim acontecer, vamos lidar com isso. Já o fizemos com os huthis antes, e não temos notícias deles há algum tempo”, concluiu Trump.

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