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AMD e Intel assinam acordos para fornecimento de chips à China

AMD e Intel assinam acordos para fornecimento de chips à China

A AMD e a Intel, empresas que operam no setor dos chips, assinaram acordos de longo prazo com clientes chineses para processadores de centros de dados (ou data centers), avançaram duas pessoas conhecedoras do dossier à agência noticiosa Reuters.
De acordo com a agência noticiosa tanto a AMD como a Intel estão a negociar contratos de dois anos ou mais anos para alguns clientes chineses, com estes contratos a definirem por regra volumes de compra e não preços. Já a Tip Ranks refere que a maioria dos contratos cobre o fornecimento durante cerca de um ano. A Reuters salienta que os preços de alguns Unidades de Processamento Central (CPU) para servidores na China subiram mais de 40% desde do início do ano, e alguns produtores sofreram subidas mensais superiores a 10%.
A publicação financeira Investing refere que esta decisão das duas empresas de chips visa dar resposta ao aumento no preço dos chips, tendo em conta que a procura por soluções de inteligência artificial (IA) está a restringir a oferta, a que acresce as crescentes ambições da China na área da inteligência artificial.
China tem plano de 295 mil milhões para centros de dados
Para alavancar a sua aposta em inteligência artificial, e rivalizar com os Estados Unidos nesta área, a China tem planeado avançar com 295 mil milhões de dólares (255,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), nos próximos cinco anos, para a construção de centros de dados em todo o país, como referia a agência noticiosa Bloomberg, em junho.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que é uma agência governamental, é uma das entidades envolvidas no desenho desse plano, de acordo com as fontes consultadas pela agência noticiosa.
De acordo com a Bloomberg, a China Mobile e a China Telecom devem operar a maior parte dos centros de dados e assegurar a sua conectividade. O plano prevê uma aposta em fornecedores locais como a Huawei Technologies para pelo menos 80% da tecnologia, como os chips de IA, excluindo as norte-americanas Nvidia e a Advanced Micro Devices (AMD).
Os 295 mil milhões de dólares de investimento previsto para os centros de dados deve ser financiado através de dívida soberana, incluindo obrigações governamentais especiais de longo prazo, geralmente com maturidade superior a 10 anos, e fundos estatais para investimento em setores estratégicos. Os empréstimos bancários e o capital privado iriam complementar o financiamento, salientaram as fontes ouvidas pela Bloomberg.
O investimento anunciado não inclui os gastos de empresas como a Alibaba e a Tencent.
As fontes disseram que a China tem também planos para integrar a rede elétrica no projeto.

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