Bankinter aumenta lucro em 12% no primeiro semestre para 605 milhões, com Portugal a contribuir com 13,4%
O Bankinter registou um lucro líquido de 605 milhões de euros no primeiro semestre, um aumento de 11,7% face ao mesmo período de 2025, impulsionado pelo crescimento da atividade comercial, pela diversificação das receitas e por uma gestão disciplinada dos custos, enquanto a operação em Portugal voltou a destacar-se como um dos principais motores do grupo.
O banco espanhol informou esta quinta-feira que o resultado antes de impostos subiu 11,4%, para 853 milhões de euros.
Em Portugal, o resultado antes de impostos cresceu 9%, para 114 milhões de euros, representando 13,4% do total do grupo. A margem bruta da operação portuguesa aumentou 10% em termos homólogos.
A carteira de crédito em Portugal cresceu 8%, para 11,5 mil milhões de euros, enquanto os recursos de clientes de retalho e os ativos geridos fora de balanço aumentaram 12%, para 15 mil milhões de euros. A carteira de ativos sob custódia registou um crescimento de 29%, para seis mil milhões de euros.
“A segunda geografia mais importante em termos de volume de negócio e receitas é Portugal, que continua a demonstrar uma evolução muito positiva. A carteira de crédito cresce, neste período, 8%, para os 11.500 milhões de euros. Relativamente aos recursos de clientes de retalho e os geridos fora de balanço, o crescimento é superior, de 12%, alcançando os 15.000 milhões de euros. Maior ainda é o crescimento da carteira de custódia de valores, que soma 6.000 milhões de euros, mais 29% do que há um ano”, lê-se no comunicado.
Ao nível consolidado, a carteira de crédito do grupo aumentou 4,6%, para 87,2 mil milhões de euros, enquanto os recursos de clientes e ativos sob gestão cresceram 9,6%, para 162,1 mil milhões de euros. Os recursos geridos fora de balanço, que incluem fundos de investimento, fundos de pensões e gestão patrimonial, avançaram 20,3%.
A margem financeira aumentou 5,4%, para 1,16 mil milhões de euros, beneficiando do maior volume de atividade e da gestão da margem com clientes. A margem bruta, que agrega todas as receitas, cresceu 7,3%, para 1,6 mil milhões de euros, apoiada pelo aumento de 15,5% das comissões recebidas.
Os custos operacionais subiram 2,7%, abaixo do crescimento das receitas, contribuindo para uma melhoria do rácio de eficiência para 34,3%.
O banco manteve também indicadores de rentabilidade entre os mais elevados do setor europeu, com um retorno sobre capitais próprios (ROE) de 19,1% e um retorno sobre capitais tangíveis (ROTE) de 20,4%.
A qualidade dos ativos continuou a melhorar, com o rácio de crédito malparado a recuar para 1,92%, enquanto o rácio de capital CET1 atingiu 12,91%, acima do requisito regulatório de 8,58%.
O Bankinter atribuiu o desempenho ao crescimento dos volumes de negócio em todas as geografias onde opera, com Portugal a manter-se como o segundo mercado mais importante do grupo em termos de atividade e receitas, atrás de Espanha.
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