Wall Street em queda com pressão do petróleo em alta. Tesla tomba mais de 10%
Na abertura dos mercados em Nova Iorque, esta quinta-feira, 23 de julho de 2026, os principais índices bolsistas norte-americanos registaram descidas significativas. Ao som do sino de abertura, o S&P 500 caía 1,14%, negociando nos 7.413,30 pontos. O Dow Jones Industrial Average recuava 1,27%, para os 51.556 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, mais exposto à tecnologia, descia 2,10%, para os 28.390 pontos.
O Nasdaq apresenta a maior queda, consistente com uma rotação de investidores para longe de ações de crescimento em ambiente de yields mais elevados e custos energéticos crescentes.
A Tesla tomba mais de 10% após a apresentação dos resultados: o lucro diminuiu apesar de um bom trimestre no negócio de veículos elétricos, e a empresa registou o seu primeiro ‘cash burn’ em dois anos, devido ao aumento dos gastos.
Estas perdas ocorrem num contexto de forte subida dos preços do petróleo, que exerce pressão sobre os investidores. O WTI (crude americano) subia mais de 5% durante a sessão, ultrapassando os 90 dólares por barril (com picos perto de 91 dólares), enquanto o Brent aproximava-se ou superava os 99-100 dólares por barril, impulsionado por tensões geopolíticas, incluindo ataques no Mar Vermelho e riscos de disrupção no fornecimento global.
O rally do petróleo reflete preocupações com a segurança das rotas marítimas e potenciais impactos em cadeias de suprimento energéticas. Analistas destacam que a escalada de preços pode alimentar inflação e afetar margens das empresas, particularmente em setores sensíveis aos custos energéticos como transportes e aviação. Empresas como companhias aéreas já mostram sinais de pressão, com algumas ações a caírem acentuadamente.
Por sua vez as yields dos Treasuries têm mostrado movimentos voláteis, refletindo expectativas sobre inflação e política monetária da Fed.
Os mercados globais acompanham com cautela os desenvolvimentos geopolíticos e o início da temporada de resultados trimestrais de grandes empresas tecnológicas.
Os investidores monitorizam de perto se as perdas iniciais se acentuam ou se há recuperação ao longo do dia, dependendo da evolução dos preços da energia e de dados macroeconómicos. Este movimento de abertura reflete um ambiente de maior aversão ao risco no curto prazo.
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