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Sete Magníficas perdem 797 mil milhões no pior desempenho diário desde abril de 2025

Sete Magníficas perdem 797 mil milhões no pior desempenho diário desde abril de 2025

O grupo das Sete Magníficas (Microsoft, Alphabet (proprietária do Google), Amazon, Meta, Tesla, Apple, e Nvidia) chegaram a perder na sessão bolsista de quinta-feira 797 mil milhões de dólares (699,8 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) em valor de mercado, de acordo com a agência noticiosa Bloomberg, atingindo a maior queda diária (-4,8%) desde abril de 2025. Desde o final de maio este grupo de cotadas em bolsa já perdeu dois biliões de dólares (1,7 mil milhões de euros), refere a agência.
As mais penalizadas foram a Alphabet e Tesla, ao fecharem a sessão bolsista com desvalorizações de 6,8% e de 14,5%. Isto fez com que a Tesla perdesse cerca de 200 mil milhões de dólares (175,6 mil milhões de euros) em capitalização, pelas contas da Bloomberg. No caso da Tesla teve o pior dia desde março de 2025 enquanto que a Alphabet teve o piro desempenho desde maio de 2025, revela a agência noticiosa.
Microsoft e Amazon desvalorizaram 2,2% e 4,5% enquanto que Meta, Apple e Nvidia caíram 3,3%, 1,3% e 1,5% no final da sessão bolsista de quinta-feira.
Capex preocupa investidores
Estas descidas na Alphabet e na Tesla na quinta-feira foram influenciadas pelo reporte de resultados ocorrido na quarta-feira referente ao segundo trimestre. As despesas de investimento (capex) continuam a gerar preocupação entre os investidores.
Na apresentação de resultados a Alphabet sinalizou que o seu capex para este ano vai aumentar para um intervalo entre os 195 mil milhões de dólares (170,7 mil milhões de euros) e os 205 mil milhões de dólares (179,5 mil milhões de euros) face à anterior projeção que colocava o capex entre os 180 mil milhões de dólares (157,6 mil milhões de euros) e os 190 mil milhões de dólares (166,3 mil milhões de euros). A Alphabet reportou ainda no segundo trimestre um crescimento de 24% nas suas receitas para os 119,8 mil milhões de dólares (104,9 mil milhões de euros) e o lucro líquido aumentou 298%, para os 112,1 mil milhões de dólares (98,1 mil milhões de euros).
No caso da Tesla o seu CEO, Elon Musk, sinalizou que este deve ser um “ano massivo” de capex. Tanto assim o tem sido que a fabricante de veículos elétricos apesentou no segundo trimestre um fluxo de caixa livre negativo de 1,1 mil milhões de dólares (970 mil milhões de euros). A Tesla reportou um aumento das receitas, no segundo trimestre, de 26% para os 28,2 mil milhões de dólares (24,7 mil milhões de euros), face ao ano anterior, enquanto que o lucro líquido caiu 5% para os 1,1 mil milhões de dólares (970 mil milhões de euros).
“O verdadeiro problema é a quantidade de gastos que está a ser feita. Ninguém sabe qual é o retorno do investimento”, disse o CEO da Mahoney Asset Management, Ken Mahoney, em declarações à Bloomberg.
“Estas empresas [referindo-se às Sete Magníficas] costumavam ter os balanços mais saudáveis ​​da história corporativa americana, mas agora estão sobrecarregadas de ativos e há dúvidas sobre o retorno do investimento. Esta é uma grande mudança na forma como os investidores precisam de os ver, e isto antes mesmo de considerarmos a falta de transparência relativamente às suas obrigações de dívida exatas nos próximos anos”, disse o diretor de investimento da Bold Wealth Partners, Jason Lemire, à agência noticiosa.

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