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Vendas de carros elétricos batem recorde atrás de recorde atrás de recorde

Vendas de carros elétricos batem recorde atrás de recorde atrás de recorde

ecorde atrás de recorde atrás de recorde. Tem sido este o percurso das vendas de carros elétricos em Portugal. Na reta final de 2025, foram batidos dois máximos em novembro e dezembro. Este ano, foram batidos recordes em março, maio e junho. O mercado está imparável.
No mês de junho foram vendidos quase 7.600 unidades. É esta a marca a bater neste momento: será ainda este ano?
O mercado de carros eletrificados cresceu 40% em junho face a 2025 para quase 18 mil unidades, pesando 68% no total de vendas. Entre janeiro e junho, as vendas dispararam mais de 30% para mais de 93 mil unidades.
Os carros 100% elétricos estão a subir mais de 60% em junho, e quase 40% no acumulado do ano, a ritmos superiores aos registados pelos híbridos elétricos e plug-in. Mesmo assim, os híbridos elétricos dominam na fatia total de vendas, com quase 39 mil unidades vendidas este ano.
A Tesla foi a marca 100% elétrica mais vendida este ano, com quase 6.300 unidades, um disparo de mais de 50% nas vendas. À distância, surge a BMW com menos de 3 mil unidades e a BYD com mais de 2,6 mil viaturas.
Nos híbridos plug-in, a Mercedes-Benz domina as vendas no acumulado do ano, com quase 4.500 unidades, seguida da BMW com mais de 3 mil e da Volkswagen com 1.800.
Nos híbridos elétricos, a Peugeot foi a marca mais vendida, com 7.555 unidades até junho, seguida da Toyota com quase 5.700 e da Citroen com mais de 3.100.
“Portugal tem vindo a comparar relativamente bem face à Europa, com um crescimento que, numa primeira fase, foi sendo mais empurrado pelo Estado para criar condições. As empresas estão, neste momento, todas focadas em prestar o melhor serviço. As pessoas que compram carros elétricos têm assim uma rede onde podem abastecer de forma simples e com um custo baixo”, disse ao JE Alexandre Videira, ex-presidente da rede Mobi.E.
Portugal encontra-se também neste momento em pleno cumprimento das regras europeias de potência na rede (kW), estando quase 6% acima do mínimo exigido nas regras AFIR.
Um estudo recente da Transport & Environment (T&E) coloca todos os países da União Europeia em cumprimento das metas de disponibilidade de carregadores, à exceção de Malta.
O país conta com mais de 8.200 postos na rede pública nacional. O número de carregamentos disparou 30% para quase 5,6 milhões. A energia consumida também está 35% acima do período homólogo, com o número de utilizadores acima dos 623 mil, mais 120% face a 2025.
Para o futuro, Alexandre Videira considera é preciso apostar numa “rede básica para os pesados e a rede de ligeiros vai ter que ir crescendo em função do número de veículos comercializados no país, cumprindo as métricas”, afirmou, defendendo uma aposta em carregadores tanto normais, como rápidos e ultra-rápidos.

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