Airbus e Boeing esfregam as mãos: mundo vai precisar de 40 mil novos aviões
O mercado da aviação comercial vai continuar a crescer sem parar ao longo das próximas décadas, com 40 mil novos aviões necessários ao longo dos próximos 20 anos.
A contribuir para este aumento de procura por novas aeronaves, está o surgimento de novas classes médias nos países emergentes, e também a substituição de aviões antigos por novos.
A europeia Airbus prevê que a procura seja de mais de 42 mil aviões, com 22,2 mil a corresponder ao crescimento do mercado e quase 20 mil a substituírem aviões antigos, prevendo que 80% sejam de corredor único, segundo o “El Economista”.
Por sua vez, a norte-americana Boeing estima que vão ser necessárias mais de 43,6 mil aviões até 2045, com a frota comercial mundial a passar dos 28 mil aviões atuais para mais de 50 mil unidades, uma subida de 80%. Este total, mais de 33,5 mil aviões serão de corredor único, continuando a ser o segmento dominante no mercado.
Já a europeia Airbus prevê que a procura seja de mais de 42 mil aviões, com 22,2 mil a corresponder ao crescimento do mercado e quase 20 mil a substituírem aviões antigos, prevendo que 80% sejam de corredor único.
No caso da brasileira Embraer, a sua análise é restringida ao mercado de aviões com até 150 lugares. Este segumento deverá absorber 8,5 mil aviões até 2045, a valerem 650 mil milhões de dólares.
A Ásia vai ser o principal motor do crescimento mundial da aviação, com a China a crescer ao ritmo de 5% ao ano, em termos de número de passageiros. Segue-se o Médio Oriente (também 5%), África e América Latina (ambas com 4% cada).
A Airbus destaca o crescimento económico e demográfico de países como a Índia, Vietname, Indonésia ou Malásia, a par da expansão das suas classes média e do aumento das viagens de lazer.
Para a Boeing, 55% das novas entregas serão em economias em desenvolvimento, com 45% a corresponder à América do Norte e Europa.
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