A carregar agora

Petróleo na mira dos mercados depois de EUA e Irão suspenderem ataques

Petróleo na mira dos mercados depois de EUA e Irão suspenderem ataques

O preço do petróleo voltou a superar os 100 dólares por barril pela primeira vez em dois meses na semana passada, antes de recuar para os 92 dólares na sexta-feira, 24 de julho.
O preço do barril atingiu um máximo de 126 dólares em abril durante o conflito, mas caiu abaixo dos 100 dólares no final do maio e recuou mesmo para 70 dólares no início de julho, perante um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.
Mas o reatar das hostilidades provocou um novo disparo recente. Na semana passada, os Houthi anunciaram um bloqueio ao petróleo saudita no Mar Vermelho, criando um potencial gargalo às exportações petrolíferas da região, além do estreito de Ormuz. No sábado, os Houthi do Iémen atacaram mesmo alvos sauditas no Mar Vermelho pela primeira vez em anos.
Todavia, o barril aliviou na sexta-feira perante notícias de que o Paquistão, apoiado pela China, está a tentar mediar um novo acordo entre os dois lados.
“Os chineses estão infelizes porque os ataques do Irão nos outros países do Golfo Pérsico e o fecho do estreito do Ormuz estão a prejudicar os seus interesses”, disse o Governo paquistanês à “Reuters”.
Até sexta-feira, as forças dos EUA atacaram o Irão durante 13 noites consecutivas, tendo como alvo: centros militares, produção de drones, redes de comunicações, entre outros.
Entretanto, o Irão já garantiu que está disposto a parar os ataques, desde que os EUA também suspendam os seus, segundo a “Reuters”, isto depois de Donald Trump ter cancelado os ataques.
O embaixador dos EUA junto das Nações Unidas disse que Donald Trump está a dar tempo para que a diplomacia tenha lugar.
Em Teerão, a posição iraniana permanece “ataque por ataque: se os ataques dos EUA pararem, o Irão também interrompe as suas operações”, segundo uma fonte iraniana disse à “Reuters”.
“Contudo, o Irão está disposto a lançar uma resposta alargada se os EUA lançaram outro ataque”, acrescentou.
Já a Casa Branca também garantiu estar disposta a ativar os ataques novamente, se necessário.
O corte das rotas de exportação de petróleo estão a trazer de volta um “prémio de risco geopolítico assinalável” aos mercados, segundo Daniela Hathorn do capital.com.
“O sentimento dos investidores tem sido atingido com a disrupção contínua do Mar Vermelho, onde ataques a navios comerciais estão a causar preocupação no comércio global e segurança energética”, segundo a analista citada pela “CNBC”.
“Em conjunto com as tensões no estreito de Ormuz, os acontecimentos reforçaram a visão de que os riscos geopolíticos não vão desaparecer rapidamente, mantendo os mercados energéticos sob pressão e os riscos de inflação elevados”, acrescentou.

Share this content:

Publicar comentário