Polícia Judiciária recebe suspeitas de corrupção na nomeação de árbitros
O “Público” avançou esta segunda-feira que a Polícia Judiciária (PJ) terá recebido uma participação que denuncia fugas de informação sobre nomeações, contactos entre responsáveis da arbitragem e dirigentes e um conjunto de eventuais crimes, entre eles corrupção e tráfico de influência”.
Destaca o diário a queixa recebida pela PJ tem vinte páginas e o conteúdo abrange mensagens da rede social WhatsApp, capturas de ecrã, áudios, mensagens de vídeo, chamadas telefónicas e ainda resumos de reuniões que tiveram lugar na Cidade do Futebol entre abril e junho deste ano. Tudo para demonstrar às autoridades que as nomeações dos árbitros eram conhecidas e partilhadas mesmo antes de serem oficiais.
De acordo com o “Público”, os eventos que foram denunciados nesta queixa estão relacionadas com duas partidas a envolver o Estrela da Amadora referentes à antepenúltima e penúltima jornadas da Liga portuguesa.
Conselho de Justiça arquiva processo
O Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou na sexta-feira o arquivamento, por falta de “indícios suficientes da prática de infração disciplinar”, do processo de inquérito instaurado a Luciano Gonçalves, por alegadas interferências na arbitragem.
O relatório do processo, instaurado em 01 de julho e que visava uma investigação por “eventual prática de infração disciplinar” do presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, conclui que “não foram recolhidos indícios suficientes da prática de infração disciplinar”, propondo, por isso, “o arquivamento dos autos”.
O inquérito incidiu, entre outras matérias, sobre alegações de que o presidente do CA teria transmitido informações sobre futuras nomeações de árbitros, bem como sobre uma mensagem enviada a um árbitro antes de um encontro da I Liga de futebol da época 2025/26.
O processo a Luciano Gonçalves foi instaurado na sequência de uma denúncia de Duarte Gomes, que depois de se demitir do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem alegou que um árbitro tinha partilhado consigo “um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram preocupações institucionais muito relevantes”.
Na sequência da demissão de Duarte Gomes, entretanto substituído no cargo por João Ferreira, a FPF remeteu para o Ministério Público os factos relatados pelo antigo diretor técnico
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