Cecabank junta-se à RL1 para reforçar aposta nas infraestruturas europeias de ativos digitais
O Cecabank tornou-se membro fundador da Regulated Layer One (RL1), uma infraestrutura europeia de blockchain destinada aos mercados financeiros institucionais, reforçando a sua estratégia na área dos ativos digitais e posicionando-se como a primeira instituição financeira espanhola a integrar esta iniciativa pan-europeia.
A RL1 é uma sociedade cooperativa europeia sediada no Luxemburgo que desenvolve uma infraestrutura blockchain de camada 1, permissionada e governada pelas próprias instituições financeiras participantes. A plataforma foi concebida para apoiar a digitalização dos mercados de capitais europeus, com foco na conformidade regulamentar, segurança operacional e interoperabilidade. Baseada em tecnologia compatível com a Ethereum Virtual Machine (EVM), está alinhada com iniciativas promovidas pelo Banco Central Europeu para o desenvolvimento das finanças digitais.
Segundo o banco espanhol, a infraestrutura já conta com mais de 50 participantes e processou transações superiores a 700 milhões de euros. Entre as aplicações previstas encontram-se a emissão de obrigações digitais, fundos tokenizados, tokenização de ativos reais, gestão de colateral em tempo real e empréstimo de títulos.
O Cecabank considera que a participação na RL1 permitirá contribuir para a definição das regras de governação da infraestrutura desde a sua fase inicial, além de facilitar o acesso a novas capacidades tecnológicas e reforçar a colaboração com outras instituições financeiras europeias em áreas como a tokenização de ativos e a interoperabilidade entre infraestruturas de tecnologia de registo distribuído (DLT).
A adesão deverá também reforçar a oferta do banco na área dos ativos digitais, permitindo-lhe atuar como ponto de acesso para outras instituições financeiras interessadas em operar na RL1, sem necessidade de adesão direta à cooperativa.
Em comunicado, a diretora de Estratégia e Desenvolvimento Corporativo do Cecabank, Gema Rodríguez, afirmou que a integração na RL1 permitirá ao banco participar “desde o início” numa iniciativa promovida por instituições financeiras europeias, contribuindo para a criação de normas comuns e para o desenvolvimento de um ecossistema de ativos digitais “seguro, interoperável e alinhado com os requisitos regulamentares”.
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