BBVA remodela cúpula executiva com cerca de uma dezena de nomeações e novo CFO
O BBVA anunciou esta quarta-feira uma profunda remodelação da sua cúpula diretiva, numa reestruturação que envolve cerca de uma dezena de nomeações e cria uma nova unidade dedicada à relação com reguladores e instituições. Gonzalo Rodríguez, até agora responsável pela Banca Minorista em Espanha, foi designado novo administrador financeiro do banco, sucedendo a Luisa Gómez Bravo.
A reorganização, que entra em vigor imediatamente, simplifica o organigrama do grupo e coloca os negócios da Argentina, Colômbia e Peru sob a alçada direta do conselheiro-delegado, Onur Genç. Entre as mudanças mais significativas está a criação da unidade “Institutional Engagement”, que agregará as funções de Regulação, Relação com Supervisores, Relações Institucionais e o serviço de estudos BBVA Research. Esta nova estrutura será liderada por Mario Pardo, até agora ‘country manager’ do banco no México.
Com a saída de Pardo, a liderança da Colômbia passa a ser assumida por Gloria Couceiro, até agora responsável global de Planificação Financeira e Gestão de Custos e Investimentos.
Além da direção financeira e da nova unidade institucional, o banco altera os principais responsáveis de sete áreas. Victoria del Castillo substitui Paul Tobin à frente da direção de Talent & Culture, enquanto Roberto Albaladejo assume a direção de Strategy & M&A, funções que pertenciam a Juan Asúa. Jacobo de Nicolás, atualmente responsável pelos Serviços Jurídicos no México, entra para a direção de Legal, no lugar de María Jesús Arribas. Rosario Mirat, que dirigia o Gabinete da Presidência, ocupa a Secretaria-Geral, substituindo Domingo Armengol.
Na gestão de riscos, Pablo Pastor, responsável pelos Riscos da América do Sul e Turquia, fica à frente da Global Risk Management (GRM), sucedendo a José Luis Elechiguerra, que por sua vez assume o cargo de ‘country manager’ no México no lugar de Eduardo Osuna. Sob a alçada do GRM, o banco integra ainda a direção global de Compliance e Controlo Interno, liderada por Rocío Pérez, bem como as funções de Compliance e Riscos não financeiros.
A remodelação implica a saída da primeira linha executiva de dirigentes como Domingo Armengol, María Jesús Arribas, Juan Asúa, Ana Fernández Manrique, Luisa Gómez Bravo, Eduardo Osuna, Jorge Sáenz de Azcúnaga e Paul Tobin, embora o banco tenha garantido que todos “está previsto que continuem vinculados ao BBVA”, mantendo, em alguns casos, lugares nos conselhos de administração de diferentes filiais.
Num comunicado, a entidade agradeceu “a todos os diretores que concluem a sua etapa na executiva”, sublinhando que “têm sido fundamentais para construir o banco que somos hoje”.
A reestruturação, conhecida em vésperas da apresentação dos resultados semestrais, visa, segundo o banco, “acomodar o seu esqueleto” à aposta na transformação num contexto marcado pela inteligência artificial. “Num contexto de mudança acelerada, esta liderança renovada coloca-nos na melhor posição para impulsionar um novo ciclo de crescimento e continuar a nossa história de sucesso”, declarou o presidente do BBVA, Carlos Torres.
A revista do organigrama, que o banco classificou internamente como uma “revolução”, é composta exclusivamente por quadros oriundos da casa.
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