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BCP lucra 565,8 milhões até junho, sobe 12,7% com impulso da Polónia

BCP lucra 565,8 milhões até junho, sobe 12,7% com impulso da Polónia

O Millennium bcp registou um resultado líquido de 565,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um aumento de 12,7% face aos 502,3 milhões do período homólogo, impulsionado pelo crescimento em Portugal e pela forte recuperação da operação internacional.
É o que mostram os dados apresentados esta quarta-feira em Lisboa pelo presidente executivo, Miguel Maya, acompanhado pelo vice-presidente Miguel Bragança e pela restante comissão executiva.
A margem financeira aumentou 3,4% para 1.493,8 milhões de euros. As comissões cresceram 5,8% para 438 milhões de euros.
As imparidades para crédito subiram 16,3% o que Miguel Maya explicou com a prudência face à conjuntura económica e geopolítica.
O resultado líquido da atividade em Portugal situou-se nos 470,2 milhões de euros, uma subida de 10,9% em termos homólogos.
Já o resultado líquido das operações internacionais aumentou 25,2% para 183,5 milhões de euros, contra 146,6 milhões no primeiro semestre de 2025.
A puxar pelo desempenho internacional esteve o Bank Millennium, na Polónia, que registou um lucro de 165,9 milhões de euros, mais 38,7% do que no mesmo período do ano passado. Segundo o banco, a evolução reflete “em grande medida a redução de 64,9% nos encargos associados à carteira de créditos hipotecários em francos suíços”, que se situaram nos 96,7 milhões de euros nos primeiros seis meses.
No que toca ao modelo de negócio, o BCP mantém rácios de capital sólidos, com CET1 de 15,1% e rácio de capital total de 19,3%.
Os indicadores de liquidez mantêm-se significativamente acima dos limites regulamentares, com LCR em 326%, NSFR em 183% e rácio de transformação (LtD) em 68%. Os ativos disponíveis para financiamento junto do BCE ascendem a 30,5 mil milhões de euros.
O crédito a clientes no Grupo aumentou 8,3% em termos homólogos para 65,2 mil milhões de euros, enquanto os recursos totais de clientes cresceram 9,8% para 116,7 mil milhões. Em Portugal, o crédito subiu 8,6% e os recursos 7,2% em base anual. Na Polónia, o crédito a empresas disparou 31,8% YoY.
O banco destaca ainda a “redução expressiva” dos ativos não produtivos, com uma descida de 187 milhões de euros em NPE no Grupo face a junho de 2025. O custo do risco situou-se nos 32 pontos base, tanto no Grupo como em Portugal.
A base de clientes ativos cresceu 4% para 7,4 milhões, com os clientes mobile a aumentarem 8% e a representarem já 75% do total em junho de 2026.

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