Certificados de Aforro continuam mais rentáveis do que depósitos a prazo na maioria dos prazos em agosto
Os Certificados de Aforro (CA), a par dos novos Certificados do Tesouro (CT) Série 5, mantêm-se em agosto como as opções de poupança e investimento mais atrativas face à oferta da banca comercial na generalidade dos prazos, de acordo com um levantamento comparativo das taxas de juro em vigor.
Segundo os dados recolhidos, o Banco Montepio reforçou a sua oferta de depósitos a prazo, com uma ligeira subida das taxas de juro face ao mês anterior, enquanto o Bankinter reduziu a taxa de captação de novos clientes, tendo, em contrapartida, reforçado as taxas da sua oferta a seis meses.
No prazo a três meses, o Bankinter continua a apresentar as taxas mais competitivas do mercado, com os produtos “Boas Vindas Net”, destinado a novos clientes, e “Top Premier”, direcionado a novos capitais, a oferecerem uma remuneração de 2,5% e 2%, respetivamente. Os Certificados de Aforro Série F surgem no intervalo, com uma taxa de 2,474%.
Já no prazo a seis meses, os Certificados de Aforro passam a liderar a tabela de rentabilidade, com a mesma taxa de 2,474%, depois de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) ter descontinuado a comercialização da oferta “Boas Vindas” (Depósito a Prazo Boas Vindas), que até então concorria neste prazo. Entre os depósitos bancários, destacam-se o “Top Premier” do Bankinter, com 2,25%, e as ofertas “DP Caixa Novos Recursos”, da CGD, e “6 Meses Novos Capitais”, do Montepio, ambas com uma taxa de 2%.
Para o prazo a 12 meses, a CGD lançou uma nova oferta, o depósito “Mais Valor”, com uma taxa de 2,5% — muito próxima da taxa dos Certificados de Aforro, fixada em 2,49% — para subscrições entre 250 e 50.000 euros, disponível apenas para novos clientes e exclusivamente através de subscrição online. Os Certificados do Tesouro Série 5 remuneram, neste prazo, a 2,35%.
Nos restantes prazos analisados — 18, 24 e 36 meses —, os Certificados de Aforro e os novos Certificados do Tesouro mantêm-se como os produtos com melhor rentabilidade do mercado. Aos 18 meses, os CA remuneram a 2,49%, acima da melhor oferta bancária identificada, do Montepio, a 2%. Aos 24 meses, os CA sobem para 2,62% e os CT para 2,45%, face a uma oferta bancária máxima de 2,1% (Montepio). Aos 36 meses, os CA atingem 2,66% e os CT mantêm-se em 2,45%, contra um máximo de 2,3% entre os depósitos a prazo, também do Montepio.
A oferta de dívida pública de retalho, que inclui produtos de capitalização — caso dos Certificados de Aforro — e de distribuição periódica de juros — caso dos Certificados do Tesouro —, continua assim a posicionar-se como a alternativa de poupança e investimento mais atrativa em Portugal, combinando elevada rentabilidade com segurança, liquidez e acessibilidade, segundo a mesma análise.
Recorde-se que a rentabilidade da série F dos Certificados de Aforro, a que está atualmente em comercialização, vai voltar a subir em agosto. A taxa de juro base aplicável às subscrições efetuadas em agosto será de 2,474%, acima dos 2,356% de julho. As subidas têm sido renovadas nos últimos meses, uma vez que o retorno deste instrumento de poupança do Estado está indexado à Euribor a 3 meses, que tem subido por causa da guerra do Médio Oriente.
Este produto de poupança do Estado da série F podem ser subscritos com um valor mínimo inicial de 100 euros.
Os Certificados de Aforro são comercializados presencialmente nos balcões dos CTT, em determinados Espaços Cidadão ou através de canais digitais como o portal oficial AforroNet. Recorde-se que o AforroNet passou a aceitar pagamentos através de Documento Único de Cobrança, acabando com a obrigatoriedade de subscrever Certificados de Aforro em tranches de cinco mil euros. Ou online para os cliente do Banco de Investimento Global (BiG), que podem fazer a abertura da conta e a gestão dos certificados de forma 100% digital através do site ou app do banco.
Recorde-se também que no início do mês, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP pôs à venda os novos Certificados do Tesouro série 5 (CTS5) e suspendeu as subscrições dos anteriores Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV).
No dia 6 de julho a plataforma Doutor Finanças chamava a atenção que os novos certificados do Tesouro têm um prazo de dez anos e pagam juros crescentes, que começam nos 2,35% brutos e podem chegar aos 3,35%. A remuneração média anual será de 2,71% para quem mantiver o dinheiro aplicado até ao final do prazo.
De acordo com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 141-A/2026, de 3 de julho, os novos Certificados do Tesouro série 5 (CTS5) exigem um investimento mínimo de 1.000 euros. O capital só pode ser resgatado um ano após a data-valor da subscrição e, em caso de resgate antecipado, perdem-se os juros decorridos desde o último vencimento anual.
Share this content:



Publicar comentário