Londres, Ashburn e Johor lideram ranking global de mercados de data centres em 2026
Londres, Ashburn (Virgínia, EUA) e Johor (Malásia) lideram os respetivos rankings regionais de mercados de data centres, de acordo com o Global Index Report 2026 da consultora DC Byte, divulgado esta semana.
O relatório, que analisa o ecossistema mundial de data centres através de três eixos – procura, capacidade de entrega e profundidade operacional –, identifica os mercados onde a atividade dos clientes, os projetos em pipeline e a capacidade instalada estão mais alinhados.
Em meados de 2026, o setor encontra-se num ponto de inflexão, impulsionado pelo crescimento acelerado das cargas de trabalho de inteligência artificial, da computação em nuvem, da digitalização empresarial e das infraestruturas soberanas. A procura sobe em todas as regiões, mas o ritmo de expansão deixa de depender apenas da procura dos clientes.
Fatores como a disponibilidade de energia, os prazos de ligação à rede elétrica, o acesso a terrenos, as políticas de planeamento, os requisitos de sustentabilidade e a aceitação das comunidades locais passaram a determinar quais os mercados que conseguem escalar e a que velocidade.
O estudo apresenta o top 10 de mercados em cada região (EMEA, Ásia-Pacífico e Américas) e um ranking dos 30 mercados com maior potencial de crescimento futuro nas mesmas áreas geográficas. Inclui ainda análise detalhada da situação no terreno nos principais destinos e avalia o posicionamento dos mercados emergentes para captar a próxima fase de expansão.
Entre os destaques do relatório contam-se atrasos de 5 a 7 anos nas ligações à rede elétrica em Ashburn, Virgínia, uma capacidade em operação de 2,4 GW em Pequim e 861 MW de capacidade hyperscale em construção ou comprometida no mercado italiano. Na Finlândia, 84% da capacidade encontra-se ainda em fase inicial de desenvolvimento, enquanto Atlanta, na Geórgia, regista um pipeline de 10,8 GW. Em relação à Austrália, o relatório prevê que Sydney concentre cerca de 65% da capacidade em operação do país até 2030.
O Global Index 2026 da DC Byte pretende servir de referência para operadores, investidores e responsáveis políticos que acompanham a evolução do setor a nível mundial.
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