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Portugal pode perder organização do Mundial 2030 com boicote da UEFA à FIFA

Portugal pode perder organização do Mundial 2030 com boicote da UEFA à FIFA

A polémica que está a causar uma cisão entre a FIFA e a UEFA, relativamente a uma nova empresa que será criada para gerir a organização dos Mundiais, pode fazer com que Portugal perca a organização do Mundial de 2030, escreve esta segunda-feira o “Correio da Manhã”.
A FIFA Forward Enterprise deverá concentrar a gestão dos direitos comerciais e ainda a organização dos suas principais competições, entre estas as mais rentáveis: Mundial e o Mundial de Clubes. A proposta será submetida à aprovação do Conselho da FIFA e das 211 federações que compõem este órgão.
A UEFA não tardou a reagir: reuniu de emergência na terça-feira para discutir as propostas que têm vindo a ser conhecidas por parte da FIFA. Em comunicado conjunto, as 55 federações europeias decidiram-se por um boicote que poderá abranger todas as competições da FIFA, do Mundial masculino ao feminino (que é já no próximo ano mas cujos playoff jogam-se já em outubro) passando pelo Mundial de Clubes.
“Rejeitamos de forma unânime e inequívoca a proposta da FIFA de transferir interesses de propriedade do Mundial e de outras competições da FIFA para investidores privados”, pode ler-se no comunicado da UEFA.
“O Mundial não pode ser tratado como um produto de investimento. É um dos maiores legados desportivos do futebol. Foi construído ao longo de gerações por jogadores, seleções nacionais e adeptos de todos os continentes. Nenhuma fatia desses torneios deve ser entregue a investidores privados. O Mundial não está à venda”, destacou a UEFA.
Como consequência desse boicote europeu, e se o mesmo se concretizar, Portugal e Espanha já sabem que correm o risco de que haja uma decisão veemente da FIFA no sentido de retirar a organização do Mundial que irá realizar-se em 2030, com Marrocos também a entrar nessa organização.
Infantino escreveu às 211 associações membros da FIFA propondo que receberiam 34,7 milhões de euros se apoiassem o polémico plano controverso de vender participações nas suas principais competições. O suíço estabeleceu 19 de setembro como data-limite como prazo para as federações de futebol aceitarem os planos se quiserem aceder a um primeiro montante de 17,3 milhões de euros.

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