OPEP+ vai aumentar produção de petróleo em setembro e reverte cortes de 2023
Tal como era esperado pelos analistas, a OPEP+ decidiu-se este domingo por novo aumento de produção de petróleo para setembro e vai elevar essa oferta em mais 188 mil barris diários.
Foi um pequeno aumento de volume mas suficiente para completar a reversão dos cortes de produção que tinham sido acordados em 2023. Pelo sexto mês consecutivo, a Organização de Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados estabeleceu um novo aumento na oferta de crude já para setembro.
No final desta reunião virtual, os sete países da OPEP+ (Argélia, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Cazaquistão, Omã e Rússia) decidiram prosseguir a política de “compromisso com a estabilidade do mercado”, dando continuidade a um conjunto de ajustamentos em alta que adicionaram 940 mil barris por dia às quotas, equivalente a quase 1% da procura global, desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro.
A partir desse mês, os países da OPEP+ vão aumentar a sua produção conjunta em 188 mil barris diários, terminando assim com as restrições que foram adotadas há três anos, cujo objetivo na altura passava pela sustentação dos preços.
Os analistas acreditam que se a guerra no Médio Oriente conhecer um abrandamento e os fluxos energéticos voltem a recuperar a normalidade, esta margem de produção estabelecida agora pelos produtores poderá aliviar as tensões sobre os preços da energia, uma das principais preocupações para a economia e para os mercados.
Excluindo a participação dos Emirados Árabes Unidos, estas restrições ascenderam a cerca de 3,5 milhões de barris por dia, embora, na realidade, a reativação tenha sido muito menor, uma vez que as limitações técnicas impedem muitos países de aumentar a produção tanto quanto lhes é permitido.
Fundada em 1960, em Bagdad, pela Arábia Saudita, Venezuela, Irão, Iraque e Kuwait, a OPEP integra atualmente 11 países. Em 2016, o grupo acordou cooperar com outras dez nações produtoras, entre as quais Rússia, México, Cazaquistão e Azerbaijão, o que deu origem à aliança OPEP+.
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