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“Nunca vimos nada assim”. Rússia abate drone português e agora vai analisá-lo

“Nunca vimos nada assim”. Rússia abate drone português e agora vai analisá-lo

As forças armadas russas intercetaram um drone português e agora vão dedicar-se a analisá-lo.
Os russos confessaram mesmo ter ficado surpreendidos com a engenharia lusa em ação: “Nunca vimos nada assim”, afirmou um comandante das forças armadas do regime de Vladimir Putin.
A notícia foi revelada pela agência russa TASS que adiantou que especialistas de um instituto de investigação vão estudar o “seu design, especificações técnicas e soluções de engenharia”.
Desde o início da invasão russa da Ucrânia em 2022 que a portuguesa Tekever tem colaborado com as forças ucranianas para fornecer drones.
A colaboração estreita com as forças armadas de Kiev, tem servido para a Tekever melhorar os seus drones, contando com uma experiência acumulada em quatro anos num cenário real de guerra.
O batalhão russo anti-drones intercetou um “raro” drone de reconhecimento AR3 da fabricante portuguesa Tekever, na região de Bryansk, na Rússia, na fronteira com a Ucrânia.
Para intercetar o drone, foi uma “tarefa desafiante”, segundo a TASS citando os operacionais. “Após deteção de radar, teve lugar uma perseguição de quase meia hora. O drone estava a voar a uma altitude de quase 2,5km, e a uma velocidade de 90-100 km/h, impedido de nos aproximarmos Na abordagem final, com a bateria do Lis em baixo, mas os operadores conseguiram apanhar e destruir o drone de reconhecimento português”.
Segundo a agência, o drone (ou UAV) permanece inteiro, apesar de o motor ter sido danificado.
“Um drone inimigo de reconhecimento voou para o nosso setor. Ficámos surpresos porque nunca vimos nada assim. O drone tem estruturas diferentes de cauda e asa. Quando chegámos ao local da queda, descobrimos que é um drone português de reconhecimento. É importante abater UAV de reconhecimento porque estabelecem rotas de voo [para os drones de ataque]. Em segundo, estão à procura das nossas posições para nos atacar”, segundo o comandante com o nome de código Prizrak.
Um técnico com o nome de Chita deixou elogios ao drone russo de interceção, o Lis, que aproxima-se dos seus alvos o mais possível para detonar um explosivo de 1 kg para os destruir. “É fácil de operar”, resume a TASS.

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