Mercados entram na última semana de “intensidade”, antes do “modo verão”
Depois de um mês de julho atribulado e de, na sua maioria, os mercados terem fechado no ‘vermelho’, a primeira sessão de agosto foi positiva para os principais mercados.
Julho foi marcado por resultados empresariais, cujo saldo é positivo, e pela decisão dos bancos centrais sobre as taxas de juro, com o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal norte-americana (Fed) a manterem as taxas inalteradas. Contudo, a incerteza no Médio Oriente e as oscilações do petróleo continuaram a pesar.
Esta é a última semana com “alguma intensidade”, antes de entrarmos em “modo de verão”, contudo, os analistas do Bankinter revelam que teremos um agosto “provavelmente menos tranquilo do que o desejável”.
“As reavaliações acumuladas para as bolsas são mais do que aceitáveis (+10% Europa, +9% EUA +12% tecnologia e +60% semicondutores) e, com algumas frentes de risco ainda abertas, é lógico que ocorra alguma travagem antes que os volumes caiam, o fluxo de notícias se modere e a volatilidade aumente”, referem.
A geoestratégia também deve continuar ativa, e vai continuar a afetar o preço do petróleo nos próximos tempos. Os analistas apontam que enquanto o preço não superar o limite dos 100 dólares por barril “o mercado permanecerá tranquilo. Caso contrário, obrigações e bolsas sofrerão”.
Nesta primeira sessão, o petróleo registou perdas, com o Brent a negociar nos 79 dólares.
Esta terça-feira há divulgação da balança comercial dos Estados Unidos e as vagas de emprego. Do lado empresarial, vão ser conhecidos os resultados da Bayer, Pfizer, McDonald’s, Booking, SapceX e AMD.
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