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Taxa de desemprego baixa para 5,3% no segundo trimestre, um recorde desde pelo menos 2011

Taxa de desemprego baixa para 5,3% no segundo trimestre, um recorde desde pelo menos 2011

A taxa de desemprego caiu para 5,3% no segundo trimestre, menos 0,8 pontos percentuais (p.p.) do que no período anterior e 0,6 p.p. face ao mesmo trimestre de 2025, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). É o valor mais baixo desde o início da série em 2011.
Já a taxa de desemprego de jovens (até aos 24 anos) ficou em 18,3% — menos oito décimas do que entre janeiro e março, mas mais 0,2 p.p. face ao segundo trimestre do ano passado.
Há agora 301 mil pessoas desempregadas, uma diminuição de 46 mil (-13,1%) face ao primeiro trimestre e de 29 mil (-8,7%) face ao trimestre homólogo.
A população empregada, por sua vez, aumentou 1,9% face ao trimestre anterior (mais 99 mil trabalhadores para um total de 5,4 milhões) e 2,9% na comparação a um ano (mais 152 mil). Também aqui é o valor mais elevado desde o primeiro trimestre de 2011. A taxa de emprego ficou em 58,3% (mais 1 p.p. em relação ao primeiro trimestre e 1,2 p.p. face ao período homólogo).
Os segmentos populacionais que mais contribuíram para este aumento da população empregada foram trabalhadores a tempo completo (mais 154 mil, ou seja, +3,2%) e contratados sem termo (148 mil; 3,9%). O INE completa o perfil destes aumentos com os empregados nos serviços (mais 121,9 mil; 3,2%), nomeadamente saúde e apoio social; pessoas que têm o ensino superior (99 mil; 5,3%); homens (78 mil, 2,9%), embora as mulheres não estejam longe; e trabalhadores entre os 55 aos 64 anos (48 mil; 4,6%).
Já a proporção da população em teletrabalho (com recurso a tecnologias de informação e comunicação) atingiu os 21,3% (quase 1,2 milhões de pessoas), uma subida de 0,2 p.p. face ao primeiro trimestre e de 0,4 p.p. face ao 2.º trimestre de 2025. É a proporção mais alta desde o terceiro trimestre de 2023, indica o INE.
Relativamente à subutilização do trabalho, abrangeu 526 mil pessoas, menos 62 mil (-10,6%) do que no trimestre anterior e menos 47 mil (-8,2%) face ao período homólogo. Esta taxa é agora estimada em 9,1%, menos 1,1 p.p. na comparação trimestral e 1,0 p.p. face há um ano. Nos dois casos, sublinha a autoridade estatística, atingiram o valor mais baixo desde 2011.
A população inativa com 16 e mais anos, por seu lado, diminuiu 0,7% comparando com o trimestre anterior (menos 27 mil para um total de 3,7 milhões) e 1,1% face ao segundo trimestre de 2025 (menos 40,9 mil).

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