Meta entra em mercado da programação IA dominado pela Anthropic e OpenAI
A Meta lançou esta quarta-feira o Muse Code, uma ferramenta de inteligência artificial (IA) capaz de programação de forma autónoma, entrando assim no segmento mais lucrativo da IA generativa, dominado pela Anthropic e pela OpenAI.
A assistência à programação é hoje o principal mercado onde a IA gera receitas concretas, para lá dos modelos de linguagem como o ChatGPT ou o Gemini.
A Microsoft foi a pioneira com o GitHub Copilot, antes do surgimento de uma nova geração de ferramentas ditas “agênticas”, capazes de encadear sozinhas várias tarefas complexas: o Claude Code na Anthropic, o Codex na OpenAI ou ainda o Cursor, cuja aquisição pela SpaceX, o grupo de Elon Musk, está em fase de finalização.
O líder da Meta, Mark Zuckerberg, explicou na sua rede social Threads, que Muse Code não é um simples gerador e corretor de código informático, mas que planeia a realização de um projeto, divide-o em tarefas, escreve o código e verifica o resultado, além de poder delegar tarefas a vários “subagentes” a trabalhar em paralelo.
A ferramenta, em versão de teste, vai ser faturada por uso e não por subscrição, com tarifas inferiores às da concorrência, numa estratégia assumida para conquistar o mercado.
A Meta propõe mesmo, por defeito, uma tarifa cerca de dez vezes inferior aos utilizadores que aceitem partilhar os seus dados de utilização para melhorar os seus produtos.
As receitas da gigante das redes sociais, que detém o Facebook, Instagram, e WhatsApp, dependem quase na totalidade da publicidade, procura assim rentabilizar diretamente os seus modelos de IA, sob a pressão de investidores preocupados com a dimensão dos seus gastos.
O Muse Code baseia-se na última versão do Muse Spark, o modelo apresentado em abril, primeiro fruto da reformulação completa da IA na Meta, cujos modelos anteriores eram considerados em desvantagem face à concorrência.
A meio de 2025, Mark Zuckerberg desembolsou mais de 14 mil milhões de dólares (12,1 mil milhões de euros) para adquirir 49% da Scale AI e colocar o seu líder, Alexandr Wang, à frente de uma nova entidade, a Meta Superintelligence Labs, ao mesmo tempo que contratava a peso de ouro quadros da OpenAI, da Anthropic e da Google.
O multimilionário rompeu também nessa altura com a tradição da casa dos modelos abertos de acesso livre e gratuito, defendida pelo investigador francês Yann LeCun, que deixou o grupo no final de 2025 para criar a própria ‘startup’.
Os controlos de segurança de inteligência artificial (IA) que o Governo dos Estados Unidos pretende aplicar irão visar os modelos fechados da OpenAI, Google e Anthropic, poupando os modelos abertos da Meta ou da chinesa DeepSeek, noticiaram esta semana ‘media’ norte-americanos.
Os modelos fechados de IA permanecem alojados nos servidores do seu criador, que mantém o controlo sobre o seu uso sem revelar a programação. Pelo contrário, o utilizador de um modelo aberto de IA pode descarregá-lo e modificá-lo.
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