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CEO da Revolut processado por não pagar 17,5 milhões de euros na compra de iate

CEO da Revolut processado por não pagar 17,5 milhões de euros na compra de iate

O fundador do banco digital Revolut, Nik Storonsky, foi processado pela empresa Cecil Wright & Partners, uma das maiores empresas na aquisição de iates de luxo do mundo, por ter contornado as regras para evitar um pagamento de uma comissão na compra de um superiate avaliado em 350 milhões de euros.
De acordo com o apurado pelo “Financial Times”, o fundador da empresa de iates de luxo processou Storonsky por considerar que o empresário evitou pagar uma comissão de 17,5 milhões de euros quando adquiriu a embarcação em janeiro deste ano.
Os documentos entregues ao High Court de Londres mostram que a empresa de luxo foi contactada em outubro do ano passado, para ajudar na construção de um iate. Em 2025 o CEO da Revolut questionou se existia uma embarcação que pudesse dispor enquanto a embarcação era construída.
A empresa aconselhou a aquisição de uma embarcação de 102 metros, que estava a ser construída pelo estaleiro alemão Lürssen. Este iate conta com uma piscina de fundo de vidro de cerca de 7,6 metros, um ginásio e uma câmara de crioterapia.
Em janeiro deste ano, a empresa é informada que o CEO da Revolut adquiriu a embarcação diretamente ao seu vendedor, Patrick Dovigi, um empresário e ex-jogador de hóquei do Canadá.
A Cecil Wright alega agora que tem direito a uma comissão de 5% sobre a venda, mesmo não tendo participado no negócio, uma vez que considera ter sido a “causa efetiva” da operação.
Do lado do CEO da Revolut, considera-se que a ação não tem fundamento.
O percurso do iate é complexo, uma vez que já tinha sido vendido a um proprietário brasileiro, que foi acusado de fraude e detido. Após a sua detenção o empresário canadiano recomprou o iate e vendeu-o agora a Nik Storonsky.

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