DST diz ter sido escolhida pela PJ e MAI por ter apresentado “o preço mais baixo”
O grupo DST afirmou hoje ter sido escolhido na adjudicação de contratos públicos pela Polícia Judiciária e Ministério da Administração Interna “exclusivamente por ter apresentado o preço mais baixo”, rejeitando qualquer favorecimento, segundo declaração escrita enviada à Lusa.
O esclarecimento da administração do grupo de Braga surge após notícias do jornal Nascer do Sol e da TVI/CNN a propósito da sua relação comercial com a Construbarcelos, das empreitadas para a Polícia Judiciária e de um concurso do Ministério da Administração Interna para equipamentos de conectividade via satélite.
No esclarecimento, a DST referiu que os contratos em causa resultam de “concursos públicos, com o critério de adjudicação de 100% preço. Não existe, em nenhum deles, qualquer margem de discricionariedade na avaliação das propostas. A dst foi selecionada exclusivamente por ter apresentado o preço mais baixo”.
Afirmando que disponibilizou aos orgãos de informação citados “a totalidade da documentação de suporte”, a administração da DST declarou que “nenhuma vontade política, nenhuma relação pessoal e nenhum encontro institucional altera um resultado que depende, única e exclusivamente, do valor apresentado por cada concorrente”.
A DST “rejeita, por isso, de forma inequívoca, a tentativa de, ligando entre si realidades distintas e inteiramente legítimas, sugerir um quadro de conluio que os factos não sustentam”, e acrescenta que “a acumulação de suspeitas não transforma em verdade aquilo que a documentação, disponível e verificável, contraria ponto por ponto”.
Na nota escrita, a DST mostra-se ainda disponível “para prestar contas ao Tribunal de Contas, ao IMPIC e às demais autoridades competentes, que são quem tem o dever e a legitimidade de fiscalizar”.
Na edição de hoje, o jornal Nascer do Sol noticiou que, em julho, o Ministério da Administração Interna (MAI), liderado pelo ex-diretor nacional da PJ, Luís Neves, adjudicou pela primeira vez contratos “de 4,5 milhões ao grupo bracarense DST, com ligações ao empreiteiro de Barcelos”, para o fornecimento de comunicações por satélite a 2.566 freguesias e 308 municípios do continente e ilhas.
De acordo com o jornal, a DST ganhou dois concursos para obras de construção civil na Polícia Judiciária, em Braga e Faro, durante o mandato de Luís Neves como diretor nacional daquela polícia.
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