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F1: Qual foi a mudança que catapultou a McLaren ao sucesso

F1: Qual foi a mudança que catapultou a McLaren ao sucesso

O que define o caminho do sucesso? O que permite a uma estrutura afastada dos títulos voltar ao topo? Muitas vezes é necessário investimento, seja em staff, seja em maquinaria. Mas não menos vezes, são mudanças subtis que fazem a diferença entre o sucesso e o falhanço.
A Aston Martin é um bom exemplo disso. O investimento feito em infraestruturas é impressionante, tal como em pessoal. Quase podemos falar nos “galáticos” da área técnica que, em Silverstone, encontraram uma casa privilegiada, ao lado de uma infraestrutura de topo. Mas o sucesso ainda não chegou. Falta ainda afinar a máquina, é certo, e a integração de certas ferramentas exige tempo. Um processo que a McLaren já enfrentou e que só conseguiu superar com algo muito simples.
Randeep Singh, diretor de corridas da equipa, sublinhou que não existe qualquer “cultura de culpa” dentro da equipa, um efeito direto da atual estrutura de liderança. O diretor de corrida explicou à Sky F1: “A principal coisa é que a liderança mudou com o Andrea e o Zak, e acho que isso simplesmente deu a todos autonomia para fazerem o seu trabalho.” Acrescentou ainda não saber “quão fácil é ultrapassar isso”, numa referência à ausência de culpabilização interna.
Sobre a pressão associada a funções como a estratégia de corrida, baseadas em cálculos de percentagens, Singh explicou que esse tipo de trabalho pode facilmente levar alguém a preocupar-se com o que os outros pensarão em caso de erro, mas garantiu que essa dinâmica não existe na equipa: “Não há nada disso aqui. Simplesmente continuas a melhorar constantemente. Não te preocupas se houver um mau resultado.” O diretor de corrida acrescentou que, perante uma decisão menos acertada, a equipa procura compreender o sucedido e evoluir a partir daí, mas insistiu que não existe qualquer atribuição de culpas: “Mas, a sério, não há absolutamente nenhuma culpa. Saem de corridas onde houve erros. Coisas boas, coisas más tratam-se da mesma forma.“
Sem culpas, sem medos, sem limites. Talvez possamos resumir assim. A cultura “zero culpa” é também usada da Mercedes, com os resultados que se conhecem. Sem a pressão de ter de enfrentar o falhanço e ainda pior, a culpabilização, todos tentam mais, todos arriscam mais e várias vezes esse risco permite ganhos que se traduzem em vitórias.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA
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