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Fundadores do Myspace preparam regresso da plataforma

Fundadores do Myspace preparam regresso da plataforma

A rede social Myspace, que esteve em alta no início dos anos 2000, está a planear o seu regresso. Contudo, os analistas sublinham que a plataforma vai enfrentar grandes desafios, num mercado saturado.
Fundada em 2003, por Tom Anderson e Chris DeWolfe, a rede social já passou por uma tentativa de “relançamento”, em 2013, mas fracassou. Agora os fundadores revelaram, num documentário, que ainda são os donos do MySpace. “Atualmente somos os guardiões da marca Myspace e vamos relançá-lo. Estamos apenas à espera do momento certo para o fazer”, revelaram.
Esta rede social chegou a ser a mais popular do mundo, com mais de 115 milhões de visitantes mensais em 2008. A plataforma tinha uma interface peculiar, perfis personalizáveis, um layout brilhante e o “Tom”, o primeiro amigo de toda a gente.
Apesar do seu auge, a plataforma foi superada pelo Facebook, e tornou-se uma relíquia do início dos anos 2000.
A plataforma foi comprada pelos irmãos Vanderhook , que tentaram “modernizá-la”, contudo, a constante troca de proprietários e a perda de anunciantes para o Facebook colocou a plataforma em dificuldades.
O relançamento desta rede social colocá-la-ia num cenário em que os gigantes como o Instagram, TikTok, Snapchat, Youtube e Reddit, entre outros, enfrentam uma onde de reações jurídicas adversas, e uma crescente fadiga digital.
À CNBC, Kate Winick, analista sénior da Forrester, afirma que “o entusiasmo com o relançamento do Myspace reflete uma nostalgia por uma época mais analógica, quando os algoritmos eram menos dominantes nas nossas vidas”.
Neste momento, as gerações mais novas estão a optar por se afastarem das redes sociais, devido ao impacto negativo que estas trazem às suas vidas e saúde mental. Assim, estas gerações estão a optar por tecnologias mais analógicas.
Apesar deste movimento puder ser uma coisa boa para o relançamento da plataforma, o Myspace ainda enfrenta desafios, nomeadamente de atrair anunciantes, contornar um cenário regulatório complexo e manter o interesse dos utilizadores.

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