F1: O que a Honda mudou na segunda versão do seu motor
Depois de a Aston Martin ter introduzido a versão B do AMR26, que já produziu resultados interessantes na estreia na Hungria, espera-se agora o resultado do trabalho desenvolvido pela Honda na “versão2” da sua unidade motriz RA626H, que terá o primeiro teste de fogo no Grande Prémio dos Países Baixos, numa tentativa de recuperar terreno face aos rivais, depois de ter enfrentado problemas graves de vibração e potência insuficiente no início da temporada.
O arranque desta nova era tem sido difícil para a Honda com uma unidade motriz que voltou a desapontar, um pouco à imagem do que vimos no arranque da era híbrida com a McLaren em 2015. Certo é que a Honda acabou por fazer um dos motores mais competitivos da grelha, mas demorou tempo para chegar a esse nível. Em 2026 esperava-se um começo um pouco melhor, apesar da operação ligada à F1 ter sido desmantelada após o anúncio da saída da marca nipónica da competição, no final de 2021. A Red Bull manteve o uso das unidades motrizes Honda, mas o desinvestimento da marca foi claro e óbvio, levando a que, quando foi decidido o regresso oficial à F1 para 2026, foi preciso começar do zero.
O gestor geral de pista da marca japonesa, Shintaro Orihara, afirmou que a nova especificação cumpriu os objetivos internos definidos pela equipa. Segundo Orihara, o foco do trabalho de desenvolvimento esteve em melhorar o desempenho do motor através de uma combustão mais rápida. Num vídeo divulgado pela própria Honda, o responsável explicou: “Focámo-nos em melhorar o desempenho do motor para tornar a combustão mais rápida.” Detalhou ainda algumas das alterações técnicas implementadas: “Alterámos a pré-câmara para tornar a combustão mais rápida, e também alterámos a forma do pistão para conseguir uma boa combustão. Além disso, modificámos parte do sistema de lubrificação para reduzir a fricção.”
O responsável da Honda reconheceu que este processo envolveu um risco considerável para a equipa, concluindo: “Por isso, corremos um risco bastante grande para melhorar o desempenho do motor.”
Zandvoort será o primeiro palco onde as mudanças vão ser testadas, com a Aston Martin a já ter tido um primeiro aperitivo com um teste feito antes da pausa de verão, para verificar a integração da unidade no chassi.
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