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Moçambique coloca mais 25,2 milhões de euros em troca de Obrigações do Tesouro

Moçambique coloca mais 25,2 milhões de euros em troca de Obrigações do Tesouro

Moçambique fechou na primeira semana de agosto mais duas emissões de troca de Obrigações do Tesouro, colocando 1.845 milhões de meticais (25,2 milhões de euros), segundo informação da bolsa de valores a que a Lusa teve acesso esta segunda-feira.
De acordo com dados da Bolsa de Valores de Moçambique, as duas operações foram fechadas em 6 de agosto e visavam a troca de emissões de Obrigações do Tesouro com vencimento em 2026.
A primeira destas emissões, a oitava deste ano (OT-2026-S8), previa a subscrição direta pelos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro (OEOT) de um montante máximo de 4.192 milhões de meticais (57,3 milhões de euros), num Leilão de Troca das Obrigações do Tesouro 2022 – 7.ª Série.
Daquele total, foi colocado um montante de quase 1.027 milhões de meticais (14,0 milhões de euros) na OT-2026-S8.
A segunda operação, nos mesmos termos, com data de maturidade de 06 de agosto de 2031, visava a troca de passivos de até 2.126 milhões de meticais (29,0 milhões de euros), através da nova emissão (OT-2026-S9). Desse total, foi colocado um montante de 818,6 milhões de meticais (11,2 milhões de euros), segundo os mesmos dados.
De acordo com o histórico compilado desde o início do ano pela Lusa, estas operações de troca de Obrigações do Tesouro (OT) já ascendem a 39.770 milhões de meticais (544,2 milhões de euros) em 2026.
Estes leilões, todos através da Bolsa de Valores de Moçambique, têm permitido ao Estado moçambicano trocar dívida que vencia este ano por nova dívida, com maturidades mais longas e taxas de juro em torno de 13%.
Moçambique prevê 18 emissões de OT em 2026, totalizando 34,2 mil milhões de meticais (467,9 milhões de euros), e nove operações de troca de emissões com vencimento este ano, no montante global de 45,7 mil milhões de meticais (625,2 milhões de euros).
Segundo um diploma do Ministério das Finanças, as emissões de “Obrigações do Tesouro – 2026” serão feitas através da Bolsa de Valores de Moçambique.
“Ao abrigo do presente diploma, o emitente poderá executar operações neutras, ou seja, de gestão do seu passivo em Obrigações do Tesouro por via de leilões de troca ou transações de recompra, sem acarretar o desgaste do limite de emissões fixado, sem prejuízo do Calendário de Emissões”, lê-se.
No documento acrescenta-se que, “para permitir flexibilidade na gestão da carteira das OT, poderão ser introduzidos leilões de reabertura, sem prejuízo do Calendário de Emissões” definido.
Já no calendário de leilões de troca de “Obrigações do Tesouro 2026” incluem-se quatro emissões de 2021, quatro de 2022 e uma de 2023, todas com vencimento previsto para este ano.
A ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, afirmou em 29 de outubro que a sustentabilidade da dívida pública é “um dos maiores desafios” da economia moçambicana, estando em curso “reformas” para a sua gestão sustentável.
O Governo moçambicano contratou a norte-americana Alvarez & Marsal para “apoiar na elaboração do plano de reestruturação da dívida pública” e para “prestar apoio na elaboração da Estratégia da Dívida Pública 2026-2029”.

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