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Europeus guardam cada vez mais informação sensível nos smartphones

Europeus guardam cada vez mais informação sensível nos smartphones

Numa era de digitalização, são cada vez mais os dados importantes que os utilizadores guardam nos seus dispositivos. O estudo da Kaspersky revela que as fotografias e os vídeos pessoais lideram a lista das coisas guardadas nos dispositivos móveis pelos europeus.
Seguem-se os contactos, as mensagens de texto e o histórico de conversas, e os documentos importantes, como cartões de identificação e passaportes.
De acordo com o estudo o smartphone é o principal dispositivo de acesso à internet de cerca de 40% dos europeus, pertencentes, maioritariamente à geração Z.
O estudo mostra ainda que cerca de 28% dos europeus inquiridos mantém nos seus dispositivos dados relacionados com o trabalho, como e-mails, calendário e até acessos a sistemas empresariais.
Um terço dos utilizadores refere que tem nos seus dispositivos credenciais financeiras e dados de acesso a contas.
Anton Kivva, especialista em cibersegurança da Kaspersky, afirma que “atualmente, os nossos smartphones funcionam como verdadeiros assistentes pessoais que estão presentes em praticamente todos os aspetos das nossas vidas. Os dados que lhes confiamos vão muito além das fotografias, números de telefone ou mensagens de texto. Por isso, a principal questão já não é ‘o que armazenamos’, mas sim ‘como o protegemos’, tornando a segurança uma parte tão essencial do dispositivo quanto os dados que este contém”.
Uma das formas de proteger a nova realidade digital passa por nenhum dado deve existir apenas no telemóvel. “Um smartphone nunca deve ser o único repositório de qualquer tipo de informação. Embora seja conveniente ter tudo à distância de um toque, eliminações acidentais, perdas ou falhas de hardware podem tornar a recuperação impossível sem cópias de segurança fiáveis ou sincronização na cloud”, refere o estudo.
Os utilizadores devem criar uma barreira contra as ameaças digitais, uma vez que os smartphones necessitam do mesmo nível de proteção cibernética abrangente que os computadores.
Os utilizadores devem preparar-se para o cenário “e se..”, “a perda de um telemóvel acontece sempre de forma inesperada, mas algumas medidas preventivas podem reduzir significativamente o seu impacto”. Entre as medidas destacam-se a ativação dos serviços de localização, as copias de segurança automáticas e a configuração do bloqueio automático imediato.
“Muitas vezes subestimamos a quantidade de informação valiosa que guardamos nos nossos dispositivos móveis e o quão vulneráveis esses dados podem ser”, declara. “Embora a maioria dos utilizadores associe automaticamente o software de segurança aos computadores, os smartphones continuam a ficar para trás. Está na altura de dar ao seu companheiro digital do dia a dia a mesma proteção cibernética robusta que ele merece”, conclui.

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