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Tráfego no Estreito de Ormuz perto de mínimo de três meses

Tráfego no Estreito de Ormuz perto de mínimo de três meses

O tráfego no Estreito de Ormuz aproxima-se de um mínimo de três meses, de acordo com uma análise feita pelo canal CNBC baseada nos dados da plataforma de inteligência Kpler.
Os dados indicam que o trânsito de navios atingiu uma média de cerca de 13, na terça-feira 11 de julho, em média com os últimos cinco dias, aproximando-se do nível mais baixo desde 12 de maio.
O tráfego é cerca de 90% inferior à média diária de 130 navios que passavam pelo Estreito antes de se ter iniciado o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão, no final de fevereiro. Este canal é fulcral tendo em conta que por aqui passam cerca de 20% do petróleo e gás natural mundial.
Estreito está condicionado
Atualmente o Estreito de Ormuz encontra-se condicionado. Este ponto de passagem é também alvo de versões contraditórias por parte de Irão e Estados Unidos. Do lado iraniano foi usada a rede social X (antigo Twitter) para afirmar que o canal “permanece bloqueado” e “não será reaberto” até que as condições do Irão sejam aceites. Do lado norte-americano o Presidente, Donald Trump, através da rede social Truth Social, disse que os Estados Unidos possuem o “controlo total” sobre este ponto de passagem.
Quer o lado iraniano como o norte-americano já defenderam compensações pelos estragos provocados pelo conflito. O Irão apresentou um conjunto de seis exigências aos Estados Unidos para restabelecer a normalidade no Estreito de Ormuz. Entre elas estão o fim da guerra, o levantamento do bloqueio naval aos portos iranianos, e ainda a retirada das tropas norte-americanas. Enquanto isso Irão e Omã já tinham anunciado um acordo sobre a gestão do Estreito embora ainda não sejam conhecidos os contornos deste acordo.

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