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Funcionamento da central nuclear de Almaraz prolongado até junho de 2030

Funcionamento da central nuclear de Almaraz prolongado até junho de 2030

O Ministério espanhol da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico (MITECO) renovou até junho de 2030 a licença de operação das Unidades I e II da Central Nuclear de Almaraz, segundo uma portaria publicada esta sexta-feira, 14 de agosto.
A decisão encerra um processo que teve início oficialmente em outubro de 2025, quando os três proprietários da central – Iberdrola, Endesa e Naturgy – concordaram em pedir formalmente a prorrogação.
O encerramento gradual dos dois reatores estava inicialmente previsto para 01 de novembro de 2027, para a Unidade I, e 31 de outubro de 2028, para a Unidade II, em conformidade com o protocolo estabelecido pelas empresas de energia.
De acordo com a portaria ministerial, a prorrogação da licença de operação de Almaraz estará sujeita ao rigoroso cumprimento das condições e instruções de segurança emitidas pelo Conselho de Segurança Nuclear (CSN).
O CSN emitiu parecer favorável à renovação, solicitada em 16 de julho, condicionado ao cumprimento dos limites e requisitos de segurança nuclear e proteção radiológica agora definidos na portaria.
O parecer técnico do órgão regulador certificou e credenciou que a central nuclear de Cáceres atende às condições de segurança necessárias para operar com segurança durante o período de prorrogação.
Após o parecer, o processo foi encaminhado ao Governo, abrindo-se um prazo para que o executivo tomasse uma decisão final sobre a continuidade de funcionamento da central nuclear.
O Ministério também justifica a decisão com base no novo contexto energético internacional e na volatilidade dos preços do gás resultante da crise no Médio Oriente.
Segundo os cálculos referidos no diploma, a manutenção de Almaraz até 2030 teria um efeito “limitado e insignificante” na implantação de energias renováveis e contribuiria para a redução da dependência do gás.

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