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Redes sociais mantêm Ceuta sobre forte pressão para este sábado

Redes sociais mantêm Ceuta sobre forte pressão para este sábado

Ainda a crise migratória ocorrida em Ceuta a 30 e 31 de julho passado estava em pleno ativo quando surgiu a notícia de que, novamente por via das redes sociais, haveria uma nova convocatória para a repetição do mesmo esquema, desta vez para 15 de agosto, este sábado. Segundo relatos sobre a questão, a mentira repete-se: as autoridades – supõe-se que as de ambos os lados da fronteira – iriam franquear a passagem a todos os que quisessem.
A convocatória passada fez deslocar para Ceuta cerca de 70 mil potenciais imigrantes – e se não parece crível que as pessoas caiam no mesmo erro duas vezes em tão curto espaço de tempo, o certo é que as autoridades espanholas estão apreensivas e alerta. As autoridades desmentiram formalmente qualquer facilitação de tráfego e o governo de Marrocos blindou a fronteira com Ceuta, estabelecendo um forte dispositivo policial para travar qualquer movimentação.
Do outro lado, a Guardia Civil e as Forças Armadas espanholas elevaram o nível de alerta para o seu valor máximo, ativando medidas extraordinárias e temporárias de vigilância terrestre e marítima para impedir entradas ilegais. Embora a magnitude real do movimento seja incerta, relatórios internos da Guardia Civil confirmaram formalmente que o risco de incidentes é real devido à forte mobilização digital.
Grupos organizados mudaram recentemente de tática para canais privados de mensagens de forma a evitar a monitorização, mantendo a data de 15 de agosto como o foco central. Uma rede descentralizada e coordenada de centenas de contas falsas em plataformas como o Facebook, TikTok e Instagram, associadas a redes de tráfico humano, continua a ser apontada como a autora das convocatórias – mas, que seja do conhecimento público, ainda não foi possível isolar o ou os responsáveis. Empresas tecnológicos como a Meta  e o TikTok anunciaram a remoção em massa de conteúdos e contas ligados a estes apelos ilegais após o rebentar da crise em julho, mas, aparentemente, nem todas as convocatórias desapareceram.
Ao longo da semana, em vários bairros de Ceuta os moradores têm vindo a bloquear acessos com cercas e baias e a organizar vigílias 24 horas por dia. A Praça da Constituição, na cidade, foi palco de várias manifestações que exigiam soluções imediatas e a repatriação de imigrantes irregulares. Mas estas iniciativas populares fazem, também elas, aumentar a pressão na cidade – que assim fica exposta a que qualquer pequeno desentendimento possa servir de ignição a problemas de consequências imprevisíveis. O surgimento destas rondas e bloqueios de bairro gerou alertas adicionais por parte das forças de segurança, que tentam evitar confrontos diretos ou episódios de violência urbana na cidade autónoma.

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