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WRC: As incertezas de Marcus Grönholm sobre os novos regulamentos

WRC: As incertezas de Marcus Grönholm sobre os novos regulamentos

O que esperar do WRC na sua “versão 2027”? Uma questão que ainda demorará algum tempo a ser respondida. Mas é certamente uma das mais importantes dos últimos tempos. O futuro do WRC depende da qualidade do espetáculo e, acima de tudo, da aceitação e interesse das marcas na competição reformulada.
As novas regras apontam para carros com níveis de performance muito mais aproximados dos Rally2, na esperança de atrair mais marcas. A proposta da FIA visa atrair construtores e equipas privadas, permitindo-lhes fazer um upgrade aerodinâmico e de performance nos Rally2 homologados até ao final de 2026, com o compromisso de competirem nas épocas de 2027 e 2028. Contudo, esta abordagem introduz um conceito de equilíbrio de performance (Balance of Performance ou BoP), semelhante ao utilizado no Campeonato do Mundo de Resistência (WEC), algo que desagrada profundamente ao piloto. A Toyota é a única a fazer um carro de raiz para os novos regulamentos com outras marcas a ficarem-se pelos já existentes Rally2. Algumas pessoas têm manifestado o desagrado por este “downgrade” de performance, mas certamente que poucas pessoas viram passar um Rally 2 e pensaram que não era suficientemente espetacular. Os ralis têm essa virtude de serem sempre um espetáculo fantástico, independentemente das máquinas.
O bicampeão mundial de ralis Marcus Grönholm acredita que a mudança de regulamento é, em princípio, necessária. Ao mesmo tempo, a lenda finlandesa mantém-se cauteloso quanto a saber se esta resolverá os problemas centrais do WRC. Grönholm afirmou ao Rallyjournal.com: “É provavelmente a decisão certa, de certa forma, porque não tem havido muitos fabricantes. Mas se vai haver mais deles agora é difícil de dizer. Certamente não vai haver assim tantos lugares pagos disponíveis.”
Uma questão particularmente interessante diz respeito à ordem competitiva. Com a Toyota a chegar com um carro desenvolvido especificamente para os regulamentos do WRC27, enquanto os seus rivais têm de recorrer a soluções diferentes, o ponto de partida poderá não ser necessariamente igual. No pior cenário possível, a reformulação poderia produzir exatamente o resultado oposto ao pretendido: em vez de aumentar a competição, a Toyota poderia acabar numa posição ainda mais forte no topo do WRC. Grönholm reconhece esse risco, afirmando de forma direta: “Esse perigo existe. Essa possibilidade existe quando a Toyota é a única equipa de fábrica a construir um carro para os novos regulamentos. A Hyundai certamente não será competitiva com o seu atual carro Rally2, mesmo que o estejam a atualizar. Pelo que percebo, eles não estarão envolvidos como equipa de fábrica, e o carro irá antes para equipas clientes.”
A Hyundai ainda não confirmou os seus planos para a próxima temporada. A equipa afirmou repetidamente que queria perceber que tipo de promotor o WRC teria antes de tomar grandes decisões sobre o seu futuro. O campeonato tem agora um novo promotor, pelo que mais informações sobre os planos da Hyundai poderão surgir em breve.
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