Angola inaugura nova fábrica de lapidação de diamantes com 130 postos de trabalho
Angola inaugurou este sábado, 15 de agosto, uma nova fábrica de lapidação de diamantes com a instalação de uma unidade da Diarough no Polo Diamantífero de Saurimo, na província da Lunda Sul, anunciou aquele grupo internacional.
Esta é a sexta unidade de lapidação a entrar em funcionamento no local e resulta de um investimento da Diarough Angola, do grupo internacional com sede na Bélgica e presença em quatro continentes.
O grupo anunciou, em comunicado, que a nova unidade “cria 130 postos de trabalho, dos quais 100 locais e 30 expatriados, e prevê uma capacidade de lapidação de 4.000 quilates num horizonte de dois anos”.
Esta fábrica promete acrescentar “capacidade industrial, conhecimento técnico e emprego qualificado a uma das principais regiões produtoras de diamantes” de Angola.
A unidade foi inaugurada pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, para quem “a entrada em funcionamento de uma nova fábrica em Saurimo representa mais um passo na estratégia de aumentar o valor criado em Angola a partir dos recursos minerais nacionais”.
O ministro, citado no comunicado, defendeu que “o desenvolvimento do setor diamantífero não pode limitar-se à extração” e afirmou que o objetivo do Governo “é fazer com que uma parcela cada vez maior do valor gerado pelos diamantes permaneça em Angola”.
“Cada nova unidade instalada em Saurimo contribui para tornar essa transformação uma realidade industrial”, considerou.
O novo investimento representa para o governador da Lunda Sul, Gildo Matias, “um contributo importante para o desenvolvimento económico da província e para a criação de novas oportunidades para a população”.
“Este investimento acrescenta valor à economia da Lunda Sul e, sobretudo, às nossas pessoas, através da criação de emprego e de novas oportunidades para os jovens. Queremos construir na província uma economia que assente no diamante, mas que vá para além do diamante”, disse.
De acordo com a informação disponibilizada pela Diarough, o reforço da capacidade instalada no Polo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo “ocorre num período de crescimento significativo da transformação local”.
Entre 2021 e 2025, o volume de diamantes brutos destinados à lapidação em Angola passou de cerca de 25 mil para mais de 103 mil quilates, um crescimento superior a 300%, lê-se no comunicado.
A nova fábrica “incorpora tecnologias de rastreabilidade, incluindo soluções baseadas em blockchain (registo de dados), destinadas a acompanhar a origem e o percurso dos diamantes, numa indústria internacional em que transparência, rastreabilidade e garantia de proveniência assumem importância crescente”.
O grupo internacional garante que não vê Angola “apenas como um país produtor de matéria-prima”.
Segundo o CEO, Suresh Parik, vai “colocar a experiência internacional da Diarough ao serviço de uma operação tecnologicamente avançada, capaz de formar talento, criar emprego e produzir em Angola diamantes lapidados segundo padrões internacionais de qualidade e rastreabilidade”.
No continente africano, a Diarough está presente na África do Sul e no Botsuana e alarga agora a presença internacional a Angola.
A nova unidade na Lunda Sul fica localizada próxima de algumas das principais áreas de produção diamantífera do país.
O Polo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo foi concebido para aproximar a transformação da matéria-prima dos locais de produção, concentrando num mesmo ecossistema atividade industrial, formação, serviços e comercialização.
A expansão da lapidação em território nacional é apresentada como estratégica para “aumentar o valor acrescentado dos diamantes antes da sua exportação” e reforçar “a ambição de posicionar o país não apenas entre os grandes produtores mundiais de diamantes, mas também como um centro africano de transformação e criação de valor no setor”.
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