F1: Red Bull sabe o que tem de melhorar na segunda metade da época
A primeira metade da temporada para a Red Bull foi difícil. Max Verstappen reconheceu-o, apesar de alguns bons sinais que se foram verificando pontualmente. A Red Bull conseguiu criar uma boa unidade motriz, mas ficou mais uma vez aquém das expetativas do lado do chassis.
O RB22 chegou com com lacunas do lado do chassis e excesso de peso que deixaram a Red Bull mais de 1,3s atrás na Austrália e China. Essa diferença encolheu para duas décimas na Bélgica e Hungria, mas Verstappen insiste que os números não contam toda a história, apontando um problema recorrente de “degradação do carro” — a mesma queixa que fez em Budapeste, onde disse que “um novo problema parece surgir a cada fim de semana”.
Sobre as prioridades da equipa, Verstappen foi direto: “Precisamos primeiro de encontrar mais desempenho geral. E depois precisamos de resolver os nossos problemas, em que por vezes simplesmente perdemos desempenho ao longo de um fim de semana, ou até do início ao fim de uma corrida. Isso é, na verdade, uma grande prioridade.” Sobre o balanço geral da temporada, resumiu: “Em geral, tem sido muito difícil. Alguns bons momentos, alguns momentos brilhantes, suponho, mas no geral tem sido difícil. Precisamos de ser mais sólidos, um pouco mais completos, para ter fins de semana mais diretos — além de encontrar mais desempenho.”
O diretor técnico Pierre Wache confirma duas limitações estruturais do RB22: “Claramente, temos algumas limitações, como qualquer carro de corrida, em termos de estabilidade na entrada [de curva] e subviragem a meio de curva. Tentamos evitar esses aspetos usando algumas ferramentas mecânicas”. Isack Hadjar, questionado sobre a maior limitação do carro, apontou para a mesma área: “A estabilidade na entrada precisa de ser resolvida, e depois podemos melhorar o resto.”
Sobre os problemas do início da temporada, Wache admitiu: “Faltava-nos alguma carga [aerodinâmica] em comparação com outros. E também tivemos alguns problemas mecânicos no carro, o que significava que o piloto não sentia o carro através da direção. Corrigimos isso no início, mas levou algum tempo — e isso somou-se ao défice de desempenho geral. Tivemos alguns problemas com a sensação dos pilotos, o que não é segredo”.
Verstappen não conta fazer uma recuperação como a do ano passado, o que pode ser um indicador que os problemas da Red Bull não são de fácil resolução e mesmo depois de resolvidos podem não ser suficientes para chegar ao topo da tabela.
Foto: MPSA
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