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F1: Mercedes diz que é cedo para apostar tudo num piloto apenas

F1: Mercedes diz que é cedo para apostar tudo num piloto apenas

Kimi Antonelli está prestes a retomar a sua caminhada rumo ao título, com 50 pontos de avanço sobre o seu mais direto adversário, Lewis Hamilton, e com 59 pontos de vantagem para o seu colega de equipa, George Russell. No entanto, a Mercedes não vai começar a aplicar ordens de equipa e apostar tudo no jovem italiano. A posição da equipa foi expressa de forma inequívoca pelo diretor-adjunto Bradley Lord, antes do Grande Prémio da Hungria.
Bradley Lord deixou claro que não existe qualquer tratamento preferencial para Antonelli como piloto número um de facto, sublinhando o princípio orientador da equipa: “Se um Mercedes puder ganhar a corrida, um Mercedes tem de ganhar. É isso que vem primeiro, a equipa vem primeiro e o campeonato de construtores é o foco principal e o objetivo primário da equipa.” Lord recordou ainda como a luta pelo título já tinha oscilado significativamente ao longo da temporada, referindo que, a certo ponto, “estava a ser escrito que só havia um possível vencedor do campeonato”, situação que se inverteu por completo no espaço de três corridas.
O dirigente da Mercedes reiterou que é “muito precoce” para pensar em privilegiar um piloto, reafirmando o duplo objetivo da equipa: “Queremos ganhar os dois campeonatos, sem dúvida, e vamos dar-nos a melhor hipótese de o fazer ao levar os dois carros à meta o mais frequentemente possível, nas posições mais altas possíveis.” Lord voltou a sublinhar o princípio essencial que rege as decisões da equipa: “Como disse, princípio fundamental: se um Mercedes pode ganhar, um Mercedes tem de ganhar. Não nos importa qual dos dois carros é, e faremos o que for necessário para garantir que o mais rápido desses carros, em qualquer domingo, o possa fazer. É essa a prioridade para nós.”
Do outro lado da garagem, está um piloto que entrou nesta temporada como o grande favorito e que tem vivido uma série de azares e contratempos que o colocam longe do primeiro posto. Lord alertou para o desafio psicológico enfrentado por Russell ao longo da temporada: “Não subestimem o desafio para os pilotos de entrarem em cenários como este três ou quatro vezes por fim de semana e serem confrontados com ‘és o favorito, o que se passa, porque não estás a corresponder às expectativas?’.” Segundo o dirigente, essa pressão “pode fortalecer, mas também pode ser algo mais desafiante de gerir”.
Lord detalhou ainda os episódios concretos de infortúnio vividos por Russell ao longo da temporada, nomeadamente na China, onde o carro, “por uma razão estranha, não arrancava corretamente”, comprometendo a qualificação, ou a situação da penalização em Mónaco, cumprida incorretamente, com as respetivas consequências e a bandeira vermelha que agravou essa penalização. O dirigente resumiu a sensação vivida pelo piloto em diferentes momentos da temporada como uma acumulação sucessiva de contratempos, e reconheceu que, com a chegada da pausa de verão, Russell tem consciência de que talvez não esteja exatamente na posição que desejaria, mas continua na luta pelo título de pilotos. Lord concluiu reafirmando o foco coletivo da equipa: “Nós, como equipa, estamos totalmente focados em ganhar um campeonato de construtores pela primeira vez em cinco ou seis temporadas, e ele tem um papel enorme a desempenhar nisso também.”
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