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Juros das dívidas soberanas europeias sobem com receio de agravamento nas taxas diretoras

Juros das dívidas soberanas europeias sobem com receio de agravamento nas taxas diretoras

Os juros da dívida da zona euro voltaram a subir, chegando a atingir, em alguns países, valores que não eram registados há 18 anos, impulsionados pelo receio de os bancos centrais retomarem a subida das taxas diretoras.
A obrigação a 10 anos alemã, referência europeia, atingiu nos mercados secundários o mesmo nível que tinha em maio de 2011, chegando aos 3,59%, noticia a Efe.
Além disso, França e Itália também viram as taxa de juro da dívida soberana neste prazo a ultrapassar os 4%, para 4,110% e 4,071%, respetivamente, sendo dois dos três países do bloco – a par da Bulgária (4,083%) – neste patamar.
No caso francês, este é o valor mais alto desde novembro de 2008 e Itália registou este valor mais recentemente, em julho de 2024.
Para Espanha, o valor de 3,706% é equivalente ao registado em novembro de 2023.
Para Portugal, o valor de 3,601% é o mais alto desde outubro de 2023.
Nos Estados Unidos da América, a rendibilidade do Tesouro norte-americano a 30 anos voltou a subir na segunda-feira para 5,31%, com um aumento de mais de quatros pontos base, para o nível mais alto em 19 anos. A 10 anos, a taxa de juro situava-se em 4,7% e a dois anos em 4,2%.
A subida generalizada dos juros das dívidas soberanas ocorre num contexto de tensão geopolítica que acabou agravada com o fim da trégua no Irão, após o término do prazo do memorando assinado com os EUA sem um acordo definitivo.
A esta instabilidade soma-se o aumento dos preços da energia.
A situação alimenta o receio de uma inflação persistente que poderá obrigar os bancos centrais a adotarem uma política monetária mais restritiva. Este cenário estimula o crescimento das obrigações, para que se adaptem às perspetivas de taxas de juro mais elevadas.

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