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Comércio eletrónico ganha peso no regresso às aulas

Comércio eletrónico ganha peso no regresso às aulas

O regresso às aulas é um dos momentos de consumo que mais coloca à prova a economia das famílias e todos os anos por esta altura é um abrir dos cordões à bolsa.
São cada vez mais os que recorrem ao comércio online pela facilidade, mas também na ânsia de poupar uns trocos: este ano letivo, 85% dos portugueses prevê gastar igual ou mais do que no ano passado na compra de produtos escolares para o ano letivo 2027-2028 através do canal online. 
Oito em cada 10 portugueses vai destinar até 200 euros em produtos escolares, e 19% irá gastar mais do que esse valor, contabiliza o estudo “O Consumo Online em Portugal 2026” – Regresso às Aulas, realizado pela empresa da empresa de desenvolvimento de soluções de retail media, Webloyalty, junto de 950 pessoas com mais de 18 anos com representatividade nacional.
A maior fatia dos gastos (63%) vai para material de papelaria. As necessidades práticas do início do ano letivo espelham-se ainda em roupa (48%) e livros (47%), que andam ela por ela nos gastos, e mochilas e estojos (41%) a par do calçado (39%). A tecnologia surge igualmente como categoria relevante, com 33% dos compradores a adquirir dispositivos ou equipamentos online nestas datas.
“A maioria opta por um orçamento contido, mas recorre ao canal online para comparar ofertas e encontrar o melhor preço. Neste contexto, ferramentas como o cashback ganham especial relevância: 87% dos portugueses já conhece este mecanismo e 88% afirma ter interesse em plataformas que ofereçam reembolso nas suas marcas habituais”, afirma Eduardo Esparza, VP general manager da Webloyalty Iberia & LATAM.
Numa conjuntura em que a inflação fechou julho nos 3% em termos homólogos e o rendimento disponível das famílias para consumo crescerá apenas 0,8% em 2026 (Boletim Económico do Banco de Portugal de junho de 2026), as promoções e os descontos são a poupança preferida pela maioria (72%) dos inquiridos. Os cupões e códigos de desconto colhem 57% das preferências e o cashback ou reembolso parcial 46,3%. Além disso, 67% diz que os programas de desconto e cashback influenciam muito ou bastante as suas decisões de compra.
Do outro lado da moeda estão os comerciantes. Para a classe, o regresso às aulas inicia um período intensivo de consumo que se estende até ao Natal, que passa pela Black Friday e pela Cyber Monday. O denominado Golden Quarter é a época de maior procura do ano, e “os e-commerce que gerem bem o seu arranque partem com uma vantagem clara para os meses seguintes”, diz a Webloyalty.
“O regresso às aulas é o primeiro grande teste do ano, e os dados que estamos a recolher em Portugal confirmam que o canal online ganha cada vez mais peso na gestão do orçamento familiar”, conclui Eduardo Esparza.
 

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