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Hayden Paddon regressa à terra no WRC: “melhor resultado possível para a equipa”

Hayden Paddon regressa à terra no WRC: “melhor resultado possível para a equipa”

Hayden Paddon vai disputar o Ueno Rally del Paraguay, na próxima semana, ao volante do terceiro Hyundai i20 N Rally1, naquele que será o seu primeiro rali de topo do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) em pisos de terra desde o Rally da Austrália, em 2018.O piloto neozelandês, de 39 anos, regressa à superfície que prefere depois de três participações em asfalto, no Monte Carlo, na Croácia e no Japão. Ao lado do navegador John Kennard, Paddon terá como objetivo atacar desde o primeiro quilómetro e lutar pelos lugares cimeiros.
A Hyundai Shell Mobis World Rally Team confirmou a presença da dupla após o Rally da Finlândia. No segundo evento sul-americano, o Rally Chile Bio Bío, entre 10 e 13 de Setembro, Paddon e Kennard serão substituídos pelos companheiros de equipa Esapekka Lappi e Enni Mälkönen. Para Paddon, a oportunidade de competir na terra da América do Sul assume um significado especial para o neozelandês. Foi na Argentina, em 2016, que Paddon conquistou a única vitória da carreira no WRC, precisamente ao serviço da Hyundai.“Estou muito entusiasmado por finalmente competir em terra com o carro e por fazê-lo na América do Sul, o que torna tudo ainda mais especial. Sinto que é um momento de ciclo completo”, afirmou Paddon.
Apesar da experiência acumulada com o Hyundai em provas de asfalto, a preparação específica para a terra foi limitada a dois testes curtos. Ainda assim, o piloto garante ter-se adaptado rapidamente ao carro e ao piso.“A nossa quilometragem em terra está limitada a apenas dois testes curtos, mas, desde o primeiro quilómetro, senti-me em casa no carro e na superfície”, explicou. Paddon acrescentou que conhece agora razoavelmente bem o Hyundai graças às participações anteriores e que a terra constitui “a zona de conforto”, sendo necessário combinar essa experiência com uma adaptação rápida.
Hyundai confiante no trabalho realizadoA equipa chega ao Paraguai com confiança reforçada pelo trabalho desenvolvido no Hyundai i20 N Rally1 Evo desde a edição do ano passado. Em 2025, Thierry Neuville terminou em terceiro, à frente do então colega de equipa Ott Tänak, enquanto Adrien Fourmaux perdeu a possibilidade de alcançar o segundo lugar depois de uma forte chuvada no último dia.Andrew Wheatley, diretor desportivo da Hyundai, reconhece que a equipa mostrou velocidade, mas ficou afastada da vitória devido a problemas de menor dimensão. Segundo o responsável, a preparação específica e a evolução do chassis deverão permitir uma abordagem mais competitiva.“A equipa foi rápida em 2025, tanto no Paraguai como no Chile, mas sofreu com pequenos problemas que impediram a vitória”, afirmou Wheatley. O diretor desportivo considera que o desempenho demonstrado em pisos de terra mais duros, no Quénia, em Portugal e na Grécia, aliado à evolução da velocidade do carro em superfícies rápidas e lisas, permite iniciar a prova “num estado de espírito positivo”.
Pressão e risco nas especiaisA Hyundai prevê, contudo, uma prova exigente. As condições meteorológicas variáveis, as velocidades elevadas e as compressões acentuadas aumentam o risco de furos e obrigam as equipas a procurar um compromisso entre rapidez, estabilidade e resistência mecânica. “Como sempre, lutar pela vitória contra uma concorrência forte significa não cometer erros, mas temos três duplas capazes de lutar pelo pódio”, sublinhou Wheatley.O responsável recordou que, em 2025, furos, saídas ligeiras de estrada, pequenos problemas mecânicos e uma passagem problemática por uma zona de água impediram os pilotos da Hyundai de discutir o triunfo. A equipa concentrou grande parte do trabalho da temporada na compreensão do chassis Evo e na melhoria da confiança das tripulações.
Para Paddon, a estratégia será mais agressiva do que nas provas de asfalto. “O objectivo é conduzir a fundo, dar tudo o que temos e conseguir o melhor resultado possível para a equipa”, declarou. A edição deste ano terá ainda cerca de 40% do percurso novo, factor que poderá reduzir a vantagem das informações recolhidas na prova anterior e tornar a luta pela vitória ainda mais aberta.
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