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Fundos de pensões com 20,53 mil milhões em ativos sob gestão no final de junho com subida de 3,2% face a dezembro

Fundos de pensões com 20,53 mil milhões em ativos sob gestão no final de junho com subida de 3,2% face a dezembro

Os ativos sob gestão dos fundos de pensões totalizavam cerca de 20,5 mil milhões de euros no final de junho, refletindo um aumento de 3,2% face ao final de 2025, e de 6% face ao período homólogo, segundo o relatório divulgado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
“As contribuições para os fundos de pensões registaram um aumento de 17,4% e o montante dos benefícios pagos teve um crescimento de 7,4% face ao período homólogo”, lê-se no documento.
No primeiro semestre, as contribuições para os fundos de pensões atingiram 465,9 milhões de euros, um aumento de 17,4% face ao período homólogo de 2025, quando totalizaram 396,8 milhões. Destes, 70,9 milhões dizem respeito a fundos fechados e 395 milhões a fundos abertos.
Segundo a ASF, este crescimento resultou de subscrições a fundos PPR e a adesões individuais. Os PPR captaram 149,5 milhões de euros no semestre.
O montante dos benefícios pagos aumentou 7,4% em termos homólogos, para 518,9 milhões de euros, após 483,2 milhões no primeiro semestre de 2025. Nos fundos fechados o aumento foi de 4,8% e nos abertos de 18,1%.
Excluindo o efeito de 3,5% decorrente dos ganhos financeiros gerados pelos fundos, o saldo líquido entre entradas (contribuições) e saídas (pensões e outros pagamentos) correspondeu a -0,3%.
“O montante dos benefícios pagos na totalidade dos fundos apresentou um crescimento de 7,4%, comparativamente com o período homólogo. Numa análise por tipo de fundo, verificou-se um aumento de 4,8% nos fundos de pensões fechados e
de 18,1% nos fundos de pensões abertos”,  revela a ASF.
De acordo com o Relatório de Evolução da Atividade dos Fundos de Pensões relativo ao segundo trimestre de 2026, o número de fundos sob gestão era de 239, na sequência da constituição de cinco fundos e da extinção de quatro.
No final de junho, existiam 128 fundos fechados, número estável face a dezembro, e 111 fundos abertos, mais dois do que no final do ano passado.
As adesões coletivas a fundos abertos subiram para 1.703, contra 1.658 em dezembro de 2025, com 68 novas adesões e 23 extinções no semestre.
Os ativos sob gestão no fundos fechados ascendeu a 15,2 mil milhões do total e nos fundos abertos a 5,32 mil milhões.
Quanto à composição das carteiras, a estrutura manteve-se consistente com a observada no final de 2025, mas verificou-se um reforço da exposição a fundos de investimento, refere a ASF.
Em junho de 2026, as carteiras apresentavam uma predominância de títulos de dívida (46%), dos quais 34% em dívida pública e 12% em obrigações privadas, seguidos dos fundos de investimento (43%), dos imóveis (7%), das ações (2%) e dos depósitos bancários (2%).

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