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Irão: Brent recua quase 2% e afasta-se dos 93 dólares antes do anúncio de sanções pelos EUA

Irão: Brent recua quase 2% e afasta-se dos 93 dólares antes do anúncio de sanções pelos EUA

O preço do barril de Brent, referência na Europa, recuava esta segunda-feira, 24 de agosto, quase 2% e afastava-se dos 93 dólares, enquanto os mercados aguardavam o anúncio das medidas económicas que os EUA vão impor ao Irão.
Às 18:30 (16:30 GMT), o Brent recuava 1,91% e o barril era negociado a 92,63 dólares, embora tenha chegado a atingir um máximo de 93,81 dólares durante a sessão.
O petróleo intermédio do Texas (WTI), de referência nos EUA, caía, àquela hora, 2,03%, sendo negociado a 85,29 dólares por barril.
Durante a madrugada, o preço do barril chegou a descer momentaneamente para 92,05 dólares, embora tenha posteriormente moderado essa queda.
O petróleo do Mar do Norte encerrou a sessão de sexta-feira com uma subida de 0,65%, que colocou o barril nos 94,78 dólares, acumulando seis sessões consecutivas de ganhos.
Como tinha informado na semana passada o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, hoje será realizada uma conferência de imprensa para anunciar o que Washington vai “fazer exatamente”.
O secretário do Tesouro já tinha indicado que Washington pretende impor “a maior campanha coordenada de isolamento económico da história do mundo”.
Enquanto se aguardam os detalhes, Teerão advertiu que considerará como “inimigos” os países que se juntem à “guerra económica” dos Estados Unidos.
“Dizemos a todos os países vizinhos que não se juntem à guerra económica contra o Irão. Qualquer país que o faça será considerado um país inimigo”, afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohsen Rezaei, numa entrevista à televisão estatal.
“Em primeiro lugar, iremos negociar com eles e pedir-lhes que não o façam. Se continuarem, tomaremos medidas contra esse país”, acrescentou.
Mohsen Rezaei ameaçou ainda atacar interesses económicos norte-americanos caso Washington avance com novas medidas financeiras contra o país persa, conforme anunciado.
“Não atacámos nenhum interesse económico norte-americano. Até agora, atacámos apenas bases militares, mas, se pretendem impor-nos sanções económicas, os Estados Unidos têm petróleo e empresas económicas na região, e iremos atacá-las”, afirmou.
Por outro lado, o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, viajará para Teerão para “prosseguir os esforços do Paquistão no sentido de contribuir para a promoção da paz”.

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