Grupo Lego cresce lucro em 32% no primeiro semestre para 1,1 mil milhões
O Grupo Lego cresceu o seu lucro líquido em 32% para as 8,6 mil milhões de coroas dinamarquesas (1,1 mil milhões de euros) no primeiro semestre. As receitas aumentaram 21% para um recorde de 41,9 mil milhões de coroas dinamarquesas (5,6 mil milhões de euros) justificado “pelo forte dinamismo” nas Américas, na Europa Ocidental, na Europa Central e Oriental, Oriente Médio e África (CEEMEA) e na Ásia-Pacífico.
As vendas ao consumidor aumentaram 22%, impulsionadas pela “forte procura” numa ampla gama de produtos e pelo “entusiasmo” em torno da marca LEGO.
“O lucro operacional aumentou 22%, para 10,9 mil milhões de coroas dinamarquesas (1,4 mil milhões de euros), impulsionado por um forte crescimento das receitas, eficiências de escala e esforços de produtividade, mantendo simultaneamente um nível significativo de investimento em iniciativas estratégicas, como a sustentabilidade”, salientou o grupo.
O fluxo de caixa livre atingiu os 2,1 mil milhões de coroas dinamarquesas (281,5 milhões de euros), no primeiro trimestre, face às 1,7 mil milhões de coroas dinamarquesas (227,9 milhões de euros) do ano anterior. O fluxo de caixa das atividades operacionais cresceu 47%, para 8,6 mil milhões de coroas dinamarquesas (1,1 mil milhões de euros), face às 5,9 mil milhões de coroas dinamarquesas (790,8 milhões de euros) do período homólogo.
“Estamos muito satisfeitos com o nosso forte início de 2026 e com o entusiasmo que vemos em torno da marca LEGO. O nosso portfólio de produtos tem algo para todos, e as experiências de marca culturalmente relevantes continuam a impulsionar a procura em todo o mundo. O nosso sucesso no mercado significa que podemos manter elevados níveis de investimento no crescimento e na sustentabilidade, tanto a curto como a longo prazo. Tem sido um verdadeiro privilégio ver a paixão e o empenho dos nossos 34 mil colaboradores na nossa organização, que trabalham para inspirar crianças e fãs em todo o mundo”, disse o CEO do Grupo Lego, Niels B Christiansen.
O grupo referiu que no primeiro semestre “aumentou os investimentos na construção de uma nova fábrica, bem como na expansão e modernização das instalações existentes, para 4,6 mil milhões de coroas dinamarquesas (616,6 milhões de euros), contra os 4,2 mil milhões de coroas dinamarquesas (561,8 milhões de euros) registados no primeiro semestre de 2025”, a que se junta também o investimento de 1,9 mil milhões de coroas dinamarquesas (254,7 milhões de euros) na “aquisição de 29 LEGO e LEGOLAND Discovery Centers à Merlin & Entertainments, que atraem cerca de cinco milhões de visitantes por ano”.
No primeiro semestre foram lançados mais de 330 novos produtos. “Os temas mais vendidos refletiram uma combinação de propriedades intelectuais (IP) próprias e do mundo do entretenimento, incluindo LEGO Speed Champions, LEGO Botanicals, LEGO Technic, LEGO Icons e LEGO Star Wars”, salientou.
“As parcerias nas áreas do desporto e do entretenimento ajudaram a criar um forte entusiasmo entre os consumidores, incluindo Fórmula 1, o Campeonato do Mundo da FIFA 2026 e KPop Demon Hunters. Foi lançada a plataforma LEGO SMART Play, baseada em tecnologia inovadora que proporciona experiências de brincar com LEGO mais interativas às famílias, marcando um desenvolvimento significativo do “LEGO System in Play”. Até ao momento, esta plataforma tem estado presente nas linhas LEGO Star Wars e LEGO Pokémon”, acrescentou.
O LEGO NINJAGO celebrou o seu 15º aniversário com novos sets, colaborações e eventos. “Desde o seu lançamento, em 2011, tornou-se a propriedade intelectual de entretenimento criada pela própria empresa com maior longevidade e continua a ser muito popular entre os fãs em todo o mundo”, sublinhou.
No primeiro semestre foram abertas novas lojas da marca LEGO elevando o total para 1.106 em todo o mundo. O grupo aumentou a percentagem de materiais renováveis e reciclados adquiridos para a produção de peças LEGO, através de compras “significativamente maiores de materiais certificados” por balanço de massa e conteúdo físico. “Prosseguimos a nossa transição plurianual para sacos de papel, com o objetivo de converter as restantes linhas de embalagem em todas as fábricas até 2027”, acrescentou.
Para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa a empresa está a expandir a capacidade solar em todas as suas fábricas. “Em junho, demos início à construção do nosso maior parque solar até à data em Billund, na Dinamarca, que contará com 160 mil painéis capazes de produzir 99 gigawatts/hora (GWh) por ano. O parque entrará em funcionamento em 2027 e foi concebido para satisfazer as necessidades de eletricidade da empresa na cidade”, referiu.
Em junho foi inaugurado o Campus Kornmarken, em Billund, o primeiro centro global, do grupo, dedicado à inovação na produção, construído junto à fábrica já existente. “Este local de trabalho de última geração, com 100.000 m², acolhe mais de 1.800 colaboradores que trabalham no desenvolvimento, teste e implementação em escala de novas tecnologias de produção. Com o objetivo de expandir a capacidade de produção e da cadeia de abastecimento, prosseguem os trabalhos de construção da nova fábrica e do centro de distribuição regional na Virgínia, nos Estados Unidos, estando ambos a avançar conforme previsto para a sua inauguração em 2027”, sublinhou a organização.
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