Insolvências empresariais sobem 3,4% em Portugal nos primeiros sete meses de 2026
As insolvências empresariais em Portugal aumentaram 3,4% nos primeiros sete meses de 2026, com 1.328 processos registados entre janeiro e julho, contra 1.284 no mesmo período de 2025, segundo dados da Allianz Trade, divulgados esta terça-feira, 25 de agosto.
A trajetória das insolvências não tem sido linear. Depois de uma subida de 2,9% em janeiro, fevereiro registou uma queda de 16,3%. Já em março, os processos aumentaram 22,2% e, em abril, 21,0%.
Em maio verificou-se uma nova descida, de 9,5%, seguida de um aumento de 17,8% em junho. Julho voltou a apresentar uma redução, desta vez de 4,0%.
Serviços e construção concentram agravamento
Entre os principais setores, os serviços e a construção destacam-se pelo aumento das insolvências.
Os serviços contabilizaram 345 processos até julho, mais 18,2% do que no período homólogo, representando 26,0% do total. Por sua vez, na construção foram registadas 258 insolvências, uma subida de 13,2%, correspondendo a 19,4% do total.
Em conjunto, os dois setores representam cerca de 45% das insolvências registadas em Portugal nos primeiros sete meses do ano.
No que diz respeito a outros setores, estes apresentaram uma evolução mais favorável. O retalho registou uma redução de 11,4%, para 155 processos, enquanto o setor agrifood recuou 10,1%, para 89 insolvências.
Também os têxteis registaram uma diminuição, de 4,1%, para 141 processos, enquanto os transportes apresentaram uma descida de 7,1%.
Lisboa aumenta, Porto recua
A evolução regional também foi marcada por contrastes.
Lisboa registou um aumento de 20,3%, passando de 251 para 302 insolvências. O Porto manteve-se como o distrito com maior número absoluto de processos, com 312, mas apresentou uma redução de 12,4% face ao mesmo período de 2025.
Braga manteve-se praticamente estável, com 176 insolvências, mais 0,6% do que no ano anterior.
Entre os distritos com aumentos destaca-se ainda Setúbal, com uma subida de 14,9%. Em sentido contrário, Santarém registou uma redução de 12,5%, Coimbra de 13,5% e Castelo Branco de 23,1%.
Microempresas continuam mais expostas
Por dimensão, as microempresas continuam a representar a maioria dos processos de insolvência. Até julho foram registadas 892 insolvências neste segmento, mais 7,5% do que no período homólogo e equivalente a 67,2% do total.
As pequenas empresas apresentaram uma evolução inversa, com uma queda de 5,5%, para 240 processos. Nas médias empresas, foram contabilizadas 62 insolvências, mais 6,9% do que no mesmo período de 2025.
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