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Volkswagen: Alemanha deverá absorver metade dos despedimentos adicionais, diz CEO

Volkswagen: Alemanha deverá absorver metade dos despedimentos adicionais, diz CEO

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, comunicou esta terça-feira, 25 de agosto, aos trabalhadores que aproximadamente metade dos despedimentos adicionais do fabricante de automóveis terão de ocorrer na Alemanha. A declaração aumenta a tensão num conflito de reestruturação que já está a afetar as relações com os empregados.
No discurso proferido na principal fábrica de Wolfsburg, Blume indicou que estas medidas são necessárias porque os custos fixos do construtor automóvel são 30% mais elevados do que os dos seus concorrentes. Acrescentou ainda que a cifra frequentemente citada de 50.000 despedimentos adicionais a nível mundial é um cálculo teórico e não um objetivo fixo.
Os sindicatos mostram-se pessimistas e estimam mesmo que o total de postos de trabalho eliminados poderá ascender a 140.000.
A intervenção de Oliver Blume perante milhares de funcionários ocorre num momento de forte pressão sobre o grupo, confrontado com margens apertadas, concorrência chinesa e elevados custos laborais na Alemanha.
As ações da Volkswagen caem 1,03% para 73,06 euros
Já as ações preferenciais da Volkswagen (VOW3), sem direito de voto, mas com um dividendo ligeiramente superior e muito mais liquidez, negociavam esta terça-feira em baixa. Por volta do meio-dia (hora de Lisboa), o título cotava cerca de 73,30-73,44 euros, com uma queda de aproximadamente 0,5% a 0,7% face ao fecho da sessão anterior (73,82 euros). O valor mantém-se longe dos máximos dos últimos 12 meses.

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