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Lucros da Mota-Engil sobem 24%, para 74 milhões no primeiro semestre

Lucros da Mota-Engil sobem 24%, para 74 milhões no primeiro semestre

O Grupo Mota-Engil registou um lucro líquido de 74 milhões de euros no primeiro semestre, o que representou um aumento de 24%, face ao verificado no período homólogo (59 milhões de euros), e uma margem líquida de 2,6%, informou a construtora em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta quinta-feira, 27 de agosto.
No documento a construtora liderada por Carlos Mota Santos destaca o período de “maior sucesso comercial”, que possibilitou aumentar o volume da sua carteira de encomendas para um novo máximo histórico de 17,7 mil milhões de euros, a maior da sua história.
Este volume não inclui os 2,5 mil milhões de euros nos contratos assinados depois de junho, nomeadamente a extensão do Corredor do Lobito para a Republica Democrática do Congo, num contrato assinado na quarta-feira, 26 de agosto, no valor de 1.800 milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) para uma parceria público-privada a 30 anos, a extensão do projeto ferroviário na Nigéria (Kano-Maradi) em 655 milhões de dólares (562 milhões de euros), um novo contrato para a construção de um aeroporto no Peru de 140 milhões de dólares (120 milhões de euros) e novas infraestruturas no México de 185 milhões de euros.
Ainda neste segmento, a construtora destaca que o aumento da carteira de encomendas em 4,1 mil milhões no primeiro semestre, face aos 1,7 mil milhões de euros do período homólogo constituiu o semestre com o nível recorde de angariação comercial, ainda que “mantendo a seletividade nos segmentos de negócio e nos mercados geográficos, mantendo-se o foco nos designados mercados core“, os quais representam 75% da carteira total de E&C, entre México (21%), Angola (16%), Brasil (14%), Portugal (12%), Nigéria (7%), Moçambique (3%) e Peru (2%).
Já o volume de negócios fixou-se nos 2.898 milhões de euros, uma subida de 6% (2.745 milhões de euros), em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
Nas áreas de negócio, a construtora realça o crescimento da atividade em África (+11%), impulsionado pelo crescimento gradual e contínuo do segmento de Engenharia Industrial (contract mining), que aumentou as suas vendas em 15%, bem como na América Latina (+7%), “impactado positivamente pela retoma do mercado mexicano, e com o Brasil a dar sinais de crescimento, em linha com o objetivo estratégico de elevar este mercado a uma dimensão superior no contributo de valor acrescentado para o Grupo Mota-Engil”, indica o comunicado.
Por sua vez, o EBITDA (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) fixou-se nos 487 milhões de euros um aumento de 10% (441 milhões de euros), face ao período homólogo, que permitiu alcançar uma margem de 17%).
A construtora alcançou ainda um free cash-flow (FCF) de 159 milhões de euros, equivalente a 33% sobre o EBITDA gerado, valor que triplica face à média do mesmo rácio de FCF/EBITDA no período de 2021-2025, e acima do estabelecido como mínimo de 25% para a média a alcançar em 2026-2030.
“O Grupo reforça a convicção na concretização dos objetivos estabelecidos em termos globais para o ano de 2026, indicados no Guidance estabelecido para o primeiro de cinco anos do Plano Estratégico, que prevê que o Grupo alcance os 9 mil milhões de euros de faturação em 2030”, pode ler-se no documento.

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