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Crédito à habitação sobe 11% num ano para 118 mil milhões e crédito a empresas acelera

Crédito à habitação sobe 11% num ano para 118 mil milhões e crédito a empresas acelera

O crédito à habitação concedido pelos bancos em Portugal cresceu 11% em julho, em termos homólogos, para 118,0 mil milhões de euros, registando a maior taxa de crescimento desde fevereiro de 2003, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O stock de empréstimos para habitação aumentou 1.223 milhões de euros face a junho, mantendo a trajetória de aceleração iniciada em 2024 e apresentando um dinamismo superior ao observado na área do euro.
No conjunto dos empréstimos a particulares, o montante total cresceu 10,6% em termos anuais.
Já o crédito ao consumo e para outros fins aumentou 177 milhões de euros em julho, para 35,5 mil milhões de euros, com a taxa de variação anual a subir para 9,4%.
O crescimento foi impulsionado sobretudo pelo crédito ao consumo, cuja taxa de variação anual atingiu 9,5%, a mais elevada desde fevereiro de 2020. Nos empréstimos para outros fins, a taxa manteve-se em 9,1%.
Crédito às empresas acelera
O stock de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas atingiu 78,0 mil milhões de euros no final de julho, mais 438 milhões do que no mês anterior.
Em termos homólogos, o crédito às empresas cresceu 6,2%, acelerando face aos 5,8% registados em junho.
O aumento foi transversal às diferentes dimensões empresariais. O crédito às microempresas cresceu 12,5%, acima dos 11,7% de junho, enquanto o das médias empresas acelerou de 1,5% para 2,5%.
Nas pequenas empresas, o crescimento abrandou ligeiramente, de 7,5% para 7,4%, enquanto nas grandes empresas se manteve em 0,7%.
Por setores de atividade, os empréstimos à construção e atividades imobiliárias aumentaram 12,0% em termos homólogos, enquanto o crédito às indústrias e eletricidade cresceu 2,3%.
O crédito ao comércio, transportes e alojamento registou uma taxa de crescimento anual de 5,0%, acima dos 4,8% de junho. Dentro deste agregado, os empréstimos ao alojamento e restauração aumentaram 5,3% e os destinados ao comércio 6,7%, enquanto o crédito aos transportes e armazenagem diminuiu 0,9%.
Depósitos a prazo de particulares em rota descendente
Do lado da poupança, os depósitos dos particulares nos bancos residentes totalizavam 206,8 mil milhões de euros no final de julho, mais 1.453 milhões do que no mês anterior.
A subida resultou sobretudo do aumento de 1.475 milhões de euros das responsabilidades à vista, maioritariamente depósitos à ordem. Em sentido contrário, os depósitos a prazo diminuíram 22 milhões de euros.
Em termos homólogos, os depósitos dos particulares cresceram 4,5% em julho, abaixo do crescimento de 4,8% registado em junho.
Os depósitos das empresas nos bancos residentes totalizavam 78,5 mil milhões de euros no final de julho, menos 559 milhões do que no mês anterior. Ainda assim, em termos anuais, cresceram 11,5%, embora a um ritmo inferior aos 12,7% de junho.
O Banco de Portugal esclarece que a evolução dos empréstimos e dos depósitos é medida através da taxa de variação anual calculada com base apenas no montante das transações, como concessões e amortizações de empréstimos ou entradas e saídas de depósitos, excluindo outros efeitos, como os cambiais.

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