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Fidelidade já assumiu custos de 2,3 milhões relacionados com o elevador da Glória, incluindo 4 indemnizações

Fidelidade já assumiu custos de 2,3 milhões relacionados com o elevador da Glória, incluindo 4 indemnizações

A Fidelidade assumiu até hoje custos no total de 2,3 milhões de euros relacionados com o acidente do elevador da Glória, em Lisboa, incluindo quatro indemnizações a famílias de vítimas mortais, anunciou a seguradora da Carris.
A poucos dias de se completar um ano do trágico acidente com o histórico elevador da Glória, que causou 16 vítimas mortais e 24 feridos de 15 nacionalidades diferentes, a Fidelidade adiantou em comunicado que, até ao momento, “suportou diretamente, ou assumiu a responsabilidade pelo reembolso, de aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas relacionadas com o acidente, incluindo além dos acordos indemnizatórios já alcançados, serviços funerários, repatriamentos, consultas, tratamentos, internamentos, intervenções cirúrgicas, reabilitação, transportes, salários perdidos, entre outros”.
Relativamente às 16 mortes, foram concluídos até à presente data acordos de indemnização com quatro famílias e estão atualmente em negociação sete processos.
“Uma situação segue os respetivos trâmites judiciais, após não ter sido possível, até ao momento, alcançar acordo quanto à proposta apresentada”, revelou a seguradora, avançando ainda que “existe uma outra vítima mortal que está a ser regularizada exclusivamente em sede de acidentes de trabalho à qual estão a ser pagas pensões provisórias que se manterão até que esteja concluído o processo no tribunal do trabalho”.
Há ainda três processos em que “ainda não foi possível apresentar uma proposta indemnizatória definitiva”, devido, essencialmente, à “necessidade de obtenção de documentação indispensável e das especificidades legais dos países envolvidos”, explicou.
Já quanto aos 24 feridos, “a avaliação indemnizatória definitiva apenas poderá ser realizada quando exista estabilização clínica que permita determinar, de forma adequada, a extensão das eventuais sequelas e dos danos sofridos”, o que ainda não aconteceu em nenhum dos casos.
A seguradora vincou que não comenta casos individuais, nem qualquer informação pessoal ou clínica abrangida por deveres de confidencialidade e privacidade das vítimas e das suas famílias.
Salientando a “especial complexidade” que revestiu algumas das situações, a Fidelidade afirmou que a conclusão dos processos “depende, essencialmente, da estabilização clínica das vítimas, da obtenção dos elementos necessários à avaliação dos danos e, nos processos indemnizatórios, do acordo entre as partes”.
O descarrilamento do elevador da Glória ocorreu em 03 setembro de 2025 e, na sequência do acidente, a Câmara Municipal de Lisboa, presidida pelo social-democrata Carlos Moedas, aprovou medidas de apoio às vítimas e de conceção de um novo sistema tecnológico para o ascensor da Glória, assim como a criação de um memorial na Calçada da Glória.
Ao longo dos últimos meses, a oposição à governação PSD/CDS-PP/IL tem criticado a falta de informação e respostas sobre o acidente com o elevador da Glória, com a vereação do PS a acusar Carlos Moedas de adotar “uma espécie de tática de amortecimento para não se falar disto, para ver se as pessoas esquecem”.

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