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Angola arrecada cerca de 155 milhões de euros com exportação de rochas nos últimos quatro anos

Angola arrecada cerca de 155 milhões de euros com exportação de rochas nos últimos quatro anos

Angola arrecadou 179,6 milhões de dólares (154,9 milhões de euros), com a exportação de um volume acumulado, nos últimos quatro anos, de 601,3 mil metros cúbicos de rochas ornamentais, divulgou esta sexta-feira, 28 de agosto, o Governo angolano.
Segundo os dados avançados pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, na abertura do balanço as realizações sobre a produção, comercialização e exportação as rochas ornamentais, as exportações entre 2021 e 2025 tiveram como principais destinos a China, Espanha e Itália, que representaram, em conjunto, 89,16% do valor total exportado.
“Estes resultados demonstram a capacidade do subsetor para gerar divisas, dinamizar a atividade empresarial e contribuir para as receitas fiscais do Estado, reforçando simultaneamente o seu papel na diversificação das exportações nacionais”, referiu.
O secretário de Estado para o Petróleo e Gás frisou que a mesma dinâmica manteve-se no primeiro semestre de 2026, período em que foram exportados 139,48 mil metros cúbicos, correspondentes a aproximadamente 21,26 milhões de dólares (18,3 milhões de euros).
José Barroso destacou que o desempenho registado nos últimos anos demonstra uma trajetória de crescimento consistente do subsetor, sublinhando que os níveis de produção alcançados, particularmente a partir de 2023, evidenciam uma evolução que ultrapassou significativamente as projeções, inicialmente estabelecidas até 2027.
O governante angolano frisou que foram produzidos 438,79 mil metros cúbicos de rochas ornamentais, entre 2023 e 2024, “resultados que refletem a dinâmica da atividade e o esforço e compromisso dos operadores na expansão da produção e no aproveitamento do potencial existente”.
“Perante esta evolução, o desafio que se coloca é assegurar que o crescimento da produção e as exportações seja acompanhado por ganhos de produtividade, qualidade e valor acrescentado”, realçou.
Para que esse objetivo seja alcançado será necessário continuar a promover o benefício e a transformação local, modernizar os processos produtivos, elevar os padrões de qualidade e certificação, reforçar a qualificação da mão-de-obra e ampliar a presença das empresas angolanas nas cadeias internacionais de valor”, acrescentou.
A fonte avançou que nesta perspetiva está em curso a implementação do Polo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais na província do Namibe, importante aposta na criação de melhores condições para o desenvolvimento integrado deste subsetor.

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