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F1: Aston Martin cautelosa quanto ao desempenho esperado nas próximas corridas

F1: Aston Martin cautelosa quanto ao desempenho esperado nas próximas corridas

A Aston Martin conquistou dois pontos em Zandvoort, a primeira vez que a equipa terminou no top 10 apenas por mérito próprio, sem depender de penalizações aplicadas a concorrentes. Mas o discurso é ainda muito cauteloso e Mike Krack lançou um aviso.
Krack acredita que o motivo do (relativo) sucesso da Aston no último fim de semana de corrida está na natureza do traçado neerlandês. Krack reconheceu que o desempenho em corrida da equipa tem sido mais encorajador do que o ritmo em qualificação desde o Grande Prémio da Hungria, mas admite que essa vantagem dificilmente resistirá à fase seguinte do calendário. “Desde Budapeste que sabemos que somos um pouco mais fortes na corrida”, afirmou Krack, acrescentando que o próprio Alonso tinha referido nesse dia que o resultado da equipa dependeria, mais ou menos, da extensão das retas dos circuitos. O responsável sublinhou que as duas últimas corridas tiveram retas relativamente curtas, prevendo corridas mais difíceis a partir de agora: “vamos ter corridas mais difíceis à frente, mas penso que isso faz parte do jogo. Há corridas em que somos fortes e corridas em que somos menos fortes. Vai ser interessante ver como vai correr o resto da temporada.”
Este aviso surge num momento particularmente delicado, com Monza e Baku a seguir no calendário — dois circuitos onde a velocidade de ponta é essencial e onde a atual fragilidade da Aston Martin poderá ser exposta sem contemplações. A questão mais relevante, no entanto, é saber com que rapidez a equipa conseguirá extrair mais rendimento do pacote significativo introduzido em Budapeste, que combina o chassis renovado com a atualização do motor da Honda, há muito esperada. Krack admite que a equipa está ainda a aprender a tirar o máximo partido de ambos os desenvolvimentos: “estamos a conhecer cada vez melhor este pacote. Com o grande pacote que introduzimos em Budapeste, vai ser preciso algumas sessões para aprender a lidar com ele e a definir a sua afinação. E o mesmo se aplica também à introdução do motor. Precisamos de aprender a utilizá-lo, precisamos de aprender a otimizá-lo, e penso que isso vai levar-nos alguns eventos, mas foi um bom passo em frente.”
Depois de duas corridas animadoras, a Aston Martin poderá sofrer um pouco mais nas provas seguintes, esperando conseguir extrair mais das suas novidades.
Foto: MPSA
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