A carregar agora

Elon Musk opõe-se a permitir que a Ucrânia use o Starlink para ataques dentro da Rússia

Elon Musk opõe-se a permitir que a Ucrânia use o Starlink para ataques dentro da Rússia

O CEO da SpaceX, Elon Musk, continua a opor-se a permitir que a Ucrânia utilize o Starlink para ataques em território russo, apesar de recentes notícias dos media sugerirem o contrário, avança o Kyiv Independent, desmentindo o Financial Times que escreveu a 30 de agosto que Musk estava aberto à possibilidade de a Ucrânia utilizar drones equipados com Starlink para atacar alvos na Rússia, mas afirmou que a decisão seria, em última análise, política e exigiria a aprovação da Casa Branca.
Fontes próximas ao empresário, no entanto, afirmam que a posição do empresário permanece de oposição.
Uma das fontes do jornal ucraniano afirmou que Musk não acredita que autorizar o uso do Starlink para operações em território russo ajude a encerrar a guerra. “Musk quer um acordo nesta guerra, não uma escalada”, disse a fonte.
Segundo relatos, o empresário manteve conversas com o ex-ministro da Defesa ucraniano Mykhailo Fedorov que foram “extremamente malsucedidas”. Após esses contactos, Musk teria reforçado a convicção de não conceder a permissão. Representantes da SpaceX indicaram depois que a decisão deveria caber à administração Trump, mas a Casa Branca teria sinalizado que a responsabilidade final seria da própria empresa.
O Starlink tem sido fundamental para as comunicações e operações de drones das forças ucranianas desde o início da invasão russa em grande escala, em 2022. A SpaceX permite o uso do sistema no território da Ucrânia (incluindo áreas ocupadas pela Rússia, como a Crimeia), mas restringe o seu funcionamento em território russo propriamente dito, citando preocupações com escalada e o facto de se tratar de um sistema civil comercial.
A Ucrânia tem pressionado para expandir o uso do Starlink em drones de longo alcance, especialmente para atingir lançadores de mísseis balísticos e outras infraestruturas até cerca de 200 km dentro da Rússia, numa tentativa de compensar a escassez de interceptores de defesa aérea. O presidente Volodymyr Zelensky chegou a solicitar ao presidente dos EUA, Donald Trump, que intercedesse junto de Musk, mas sem sucesso concreto até ao momento.
Volodymyr Zelensky levantou a questão durante uma reunião à porta fechada com o presidente dos EUA, Donald Trump, a 28 de julho, mas a Ucrânia ainda não recebeu a aprovação.
O presidente ucraniano atribuiu entretanto ao empresário norte-americano Elon Musk a Ordem da Liberdade pelo papel que desempenhou no apoio às comunicações ucranianas durante a invasão russa, através da rede de satélites Starlink.
Elon Musk tem defendido publicamente a necessidade de um acordo de paz entre a Ucrânia e a Rússia e no passado, já recusou pedidos semelhantes, como em 2022, quando não ativou o Starlink para uma operação ucraniana perto da Crimeia, por temer uma resposta nuclear russa.
Num recente entrevista ao The Economist em julho de 2026, o empresário criticou os diplomatas que incentivam a guerra da Ucrânia em banquetes luxuosos com sete pratos enquanto os soldados morrem na linha da frente. Segundo o empresário, a retirada completa das tropas russas dos territórios ocupados é irrealista e a Ucrânia não vai reconquistar essas áreas, defendendo um acordo de paz pragmático.

Share this content:

Publicar comentário