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Grupo InPost aumenta receitas em 24% no primeiro semestre impulsionado pelos mercados internacionais

Grupo InPost aumenta receitas em 24% no primeiro semestre impulsionado pelos mercados internacionais

O Grupo InPost, que opera no setor da logística e do comércio eletrónico, acelerou as suas receitas em 24%, no primeiro semestre, para os 1,8 mil milhões de euros, face ao ano anterior, enquanto que o lucro antes de juros, impostos, depreciação, e amortização (EBITDA) ajustado cresceram 0,3% para os 457,5 milhões de euros. E foram processadas 740 milhões de encomendas, mais 23% face ao período homólogo. “O crescimento continua a ser especialmente impulsionado pelos mercados internacionais, que já representam 54% das receitas do Grupo, face aos 46% correspondentes à Polónia”, referiu o grupo.
No segundo trimestre de 2026 houve um aumento de 16% no processamento de encomendas para os 380,9 milhões, as receitas subiram 18,2% para os 982,5 milhões de euros, e o EBITDA ajustado cresceu 4,4% para os 245,4 milhões de euros.
“2026 continuou a demonstrar um forte crescimento durante o segundo trimestre, com o volume total do Grupo a atingir 380,9 milhões de encomendas, mais 16% em termos homólogos. Nos mercados internacionais, continuámos a crescer a um ritmo superior ao do comércio eletrónico, reforçando a nossa plataforma logística pan-europeia de soluções out-of-home e oferecendo cada vez mais conveniência a consumidores e comerciantes. A Zona Euro foi a região que mais se destacou neste trimestre, com um crescimento homólogo do volume de 30% e do EBITDA ajustado de quase 40%, à medida que o negócio B2C (business to consumer) e a adoção dos lockers (cacifos) aceleram, enquanto a Mondial Relay continua a construir uma verdadeira marca de referência para os consumidores, com níveis sólidos de NPS (métrica que mede a satisfação do cliente) e notoriedade dos APM (métrica que mede o desempenho das aplicações) nos seus mercados. Na Polónia, continuamos a fortalecer as nossas relações com os comerciantes, ao mesmo tempo que colocamos o foco na experiência do utilizador e na experimentação de novos serviços, reforçando a nossa posição de liderança, mesmo enquanto as margens absorvem os investimentos continuados”, disse o CEO do Grupo InPost, Rafał Brzoska.
A organização salientou que a Zona Euro “continua a acelerar” o seu crescimento e a ganhar peso dentro do Grupo. “Durante o segundo trimestre, processou 101 milhões de encomendas, mais 30% em termos homólogos. No conjunto do primeiro semestre, o volume atingiu 195,2 milhões de encomendas, mais 29% do que no primeiro semestre de 2025. As receitas da Zona Euro atingiram os 287,1 milhões de euros no segundo trimestre, mais 37,9%, e 548,3 milhões de euros no primeiro semestre, mais 32,8%. O EBITDA ajustado aumentou 39,8% no trimestre e 34,4% no semestre, para os 82,9 milhões de euros. O crescimento da região é impulsionado principalmente pelo segmento B2C (business to consumer), que aumentou 30% durante o segundo trimestre, acompanhado por uma maior adoção dos Lockers. A percentagem de encomendas processadas através de soluções out-of-home atingiu 47%, face a 40% no mesmo trimestre de 2025”, acrescentou.
No final do segundo trimestre, a rede da InPost na Zona Euro atingiu os 23.385 lockers, um crescimento de 52%, face ao ano anterior, e um total de 45.771 pontos out-of-home, uma subida de 13%.
“Na Península Ibérica, este crescimento europeu ocorre em paralelo com a expansão da rede e a consolidação da proposta da InPost após a integração da Sending, que permite combinar soluções out-of-home com entregas ao domicílio e serviços logísticos para comerciantes”, disse a organização.
Na Polónia, que é o mercado de origem do grupo, verificou-se um crescimento de 9% nas encomendas, para os 198 milhões. “No primeiro semestre, este volume ascendeu a 386,1 milhões de encomendas, igualmente mais 9%. As receitas aumentaram 12,7% no trimestre, para 448,9 milhões de euros, e 11% no primeiro semestre, para 873,2 milhões de euros. O EBITDA ajustado cresceu 3,5% no segundo trimestre e 5,4% no primeiro semestre. A empresa continua a reforçar a sua rede no país, que no final do trimestre atingiu 29.912 lockers, mais 12% do que um ano antes”, referem os dados.
No segundo trimestre foram adicionados mais de 4.200 novos lockers, para um total de 68.925 equipamentos, um crescimento de 29% face ao ano passado.
“No total, no final de junho, a empresa contava com 98.206 pontos out-of-home nos seus mercados europeus, mais 12% em termos homólogos. As despesas de investimento (Capex) atingiu 503,8 milhões de zlotys polacos (116,4 milhões de euros) no segundo trimestre e 863,7 milhões de zlotys polacos (199,5 milhões de euros) durante o primeiro semestre, sendo a maior parte destinada à produção e instalação de novos Lockers”, sublinhou.
Grupo prevê continuar a ganhar quota de mercado na Europa
Para 2026 o grupo logístico e de comércio eletrónico prevê “continuar a ganhar quota de mercado” na Europa, e mantém a previsão de crescimento do volume do Grupo na faixa dos dois dígitos médios, “impulsionado” pela evolução dos mercados internacionais.
“Esperamos igualmente um crescimento das receitas do Grupo na faixa dos dois dígitos médios. Na Zona Euro, prevemos um crescimento do volume na faixa dos 20 altos, enquanto no Reino Unido esperamos um crescimento em torno dos 30 baixos. Revimos a nossa previsão de EBITDA ajustado para o exercício, esperando agora uma diminuição de um dígito médio, devido principalmente aos investimentos associados à expansão e transformação internacional. A empresa prevê um capex de aproximadamente 2.100 milhões de zlotys polacos (485,2 milhões de euros), com cerca de 60% destinado à produção e instalação de novos lockers”, acrescentou.

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